9 de julho de 2013

A educação brasileira precisa de atitude

“É assustador comparar a educação brasileira com a de outros países”, lamentou o reitor da Unoesc e membro do Conselho Estadual de Educação, professor Aristides Cimadon, ao citar índices educacionais brasileiros – 52% dos trabalhadores das indústrias não completaram o ensino básico e 86% dos jovens entre 17 e 24 anos estão fora das universidades – durante a palestra proferida no III Seminário Estadual de Sistemas de Ensino de Santa Catarina. O evento ocorreu em Chapecó no início desta semana. Cimadon abordou o tema “Aplicação da Legislação Nacional no Sistema Estadual de Educação”.

        O reitor da Unoesc criticou a concentração de competências na União, que arrecada e distribui os recursos, especialmente, por meio de emendas constitucionais, tornando todos os demais entes federativos subordinados a ela. “Nesse caminho, o dinheiro vai se perdendo, principalmente, o d3a educação”, ponderou. O educador também considerou que este cenário de centralização favorece a corrupção e os mais prejudicados são os municípios que estão mais perto dos problemas.

        Cimadon explicou que a legislação garante autonomia aos Estados e aos Conselhos de Educação nas decisões sobre a gestão da educação, no entanto, avaliou que essas esferas não têm exercido essa autonomia. “Há um conformismo instalado. Uma cultura conservadora que impede o exercício da autonomia. É mais fácil ter alguém acima que regule, que oriente, que determine”, disse.

        Além disso, o professor falou sobre cooperação entre os sistemas de educação. Citou como exemplo a prova do Enade que, se o Estado tivesse um instrumento, poderia avaliar os índices de desempenho do ensino superior catarinense, mas, como não tem, acaba utilizando o instrumento do MEC, em forma de cooperação.

Por fim, Cimadon disse que a falta de ajuda para a educação não está na legislação. “A legislação é isso mesmo. O que vai ajudar a educação brasileira é a atitude dos educadores, das organizações educacionais, dos conselhos e dos sistemas estaduais e municipais. O que ajuda é a atitude”, sugeriu o reitor da Unoesc, professor Aristides Cimadon.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

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21 de junho de 2013

Um modelo exaurido

Por mais sucesso que o Brasil tenha obtido nas últimas décadas, e sobre o qual devemos nos orgulhar, podemos afirmar que o atual modelo está exaurido.

         Este modelo atual se transformou agora no chamado “custo Brasil”, de baixa produtividade, velocidade inadequada, muita burocracia, supercentralizado, tamanho enorme e com muitos gargalos.

         Precisamos de aberturas de mentes, desprovidos de orgulho próprio e numa atuação suprapartidária para criamos um novo modelo.

          Que modelo seria esse ?

          Um modelo simples, focado no principio da confiança, da responsabilidade individual e coletiva, na transparência, na parceria público – privado  e usando muita tecnologia disponível é a solução para um novo modelo. Um modelo construído para atender a maioria e auditado de forma inteligente para identificar as exceções.

          As oportunidades estão aí, abrindo portas para o Brasil diariamente, porém estamos nos excluindo através do nosso modelo ultrapassado e dando espaço para outros Países mais competitivos.

         Parece tão óbvio, entretanto nossa inércia é enorme. Nossas Lideranças parecem inábeis em obter um consenso pela maioria, e uma minoria denominada tecnificada impede aflorar um novo modelo por interesses próprios. Assim a sociedade vai pagando com impostos altos e serviços inadequados.

A Sociedade inteira clama por um novo modelo, mas poucos estão aptos a ouvir.estacaoluz2

Nós usuários e clientes no Brasil precisamos ser tratados como tal. Observa-se hoje uma inversão de valores, e parece que o Serviço Público está nos fazendo favores e somos obrigados a seguir neste ritmo. Volto a afirmar: NÓS SOMOS OS CLIENTES !!!!

Não tenho dúvidas que temos capacitação e tecnologia para criar algo neste sentido. Basta apenas algumas lideranças Nacional fazerem uma composição em prol do Brasil, o que não deveria ser difícil – mas falta a prioridade. Nossas Universidades podem ser a entidade neutra, capaz de analisar as necessidades e verificar os “gaps”, propondo sequencialmente algo inovador que possa ser o diferencial para o Brasil e nos tornar novamente competitivos neste processo Global e de evolução contínua.

Ainda tenho esperança nesta busca da Transformação, e que possamos agir em conjunto nos interesses da nossa Nação.

Por: Clever Pirola Avila/Presidente do Sindicarne SC/Sindicato da Indústria da Carne e Derivados do Estado de Santa Catarina

Fonte: MARCOS A. BEDIN

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11 de junho de 2013

A eficiência da Osteopatia no tratamento de hérnias de disco

O uso da osteopatia para tratar pacientes com hérnia de disco apresenta resultados significativos e pode evitar a cirurgia em boa parte dos casos. O tratamento consiste na correção dos corpos vertebrais e no seu desbloqueamento, provocando maior mobilidade e descomprimindo a coluna vertebral, o que consequentemente, diminui os sintomas.

Além de evitar a cirurgia e as complicações, que muitas vezes, a técnica permite reduzir os custos e o tempo de recuperação. “Os casos clínicos em que atendo, apresentam resultados positivos e, além de tratar hérnias discais, a técnica pode ser utilizada na redução de outros tipos de dores severas”, ressalta o fisioterapeuta Osteopata da Clínica Reichmann de Chapecó, Edson Bramati.Herniadisco

A hérnia discal é uma patologia do disco intervertebral, que está situado entre duas vértebras e funciona como "amortecedor", mantendo as vértebras unidas e possibilitando o movimento. É formado por um núcleo fluído (pulposo) e a "carapaça" externa (anel fibroso).

Bramati explica que a hérnia discal é a "rotura" do anel com saída do conteúdo (o núcleo) para o exterior. O núcleo, ao sair, pode causar compressão das estruturas neurológicas como, por exemplo, a raiz nervosa ou ainda provocar inflamação. “A deformação do anel sem rotura é uma protusão menos grave”, salienta Bramati.

As hérnias lombares são as mais frequentes. Podem causar dor ciática verdadeira (uma dor que se entende da nádega ao pé), lombalgia (dor nas costas), compressão do nervo femoral (dor até o joelho) e compressão do nervo obturatório (dor até a nádega). As hérnias cervicais vêm logo em seguida, causando cervicobraquialgia (uma dor que se estende do ombro à mão). Em ambas, nos casos mais graves, pode haver parestesias (dormência) e perda de força muscular.

A importância do tratamento consiste em desbloquear e descomprimir (técnicas de tração, descompressão discal), ou seja, fazer correção da coluna vertebral, em toda a lesão muscular, trabalhando e tratando as chamadas cadeias lesionais de compensação que, geralmente, levam os pacientes a desenvolverem problemas desta natureza. Também é fundamental indicar alguns exercícios para a reeducação postural para evitar recaídas. “Temos que ver o paciente como um todo e, é isso, que procuramos com o tratamento osteopático”, finaliza Bramati.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

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