21 de agosto de 2009

Tráfico de mulheres usa 241 rotas no Brasil

Pesquisa do Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes (Cecria) detectou 241 rotas de tráfico que passam pelo Brasil, das quais 110 dizem respeito ao tráfico interno e 131 ao tráfico internacional.

As maiores vítimas do tráfico são mulheres negras, entre 15 e 27 anos de idade. Pará, Amazonas e Amapá são Estados ponto de origem das principais rotas internacionais, que levam mulheres ao Suriname e à Bolívia, Espanha e Alemanha.

A Região Norte também absorve boa parte do tráfico sexual interno. “As mulheres acompanham o fluxo de desenvolvimento da Amazônia emigram junto com a mão-de-obra masculina para construções e fazendas, dando apoio a esses homens como cozinheiras ou prostitutas”, disse o pesquisador Marcel Hazeu, da Sociedade de Defesa dos Direitos Sexuais da Amazônia (Só Direitos) à repórter Fabíola Munhoz, do sítio Amazônia.

O tráfico de mulheres da região Norte para o Brasil dá-se a partir do Acre, Amapá, Amazonas, Tocantins, Rondônia e Roraima, levantou o Cecria. A maioria das mulheres e adolescentes que migra para se prostituir dificilmente consegue se restabelecer depois, afirmou Hazeu.

“Temos um tipo de coronelismo na Amazônia, em que as pessoas que têm uma certa posição de poder se apropriam das pessoas que estão submetidas a elas. Prefeitos, delegados, grandes fazendeiros, comerciantes atuam especialmente no interior do Estado, vivendo como 50 anos atrás, em que podiam mandar nas pessoa do seu entorno”, relatou o pesquisador da Só Direitos.

De maio de 2003 a outubro de 2008, o Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes – Disque 100 – recebeu 14 mil ligações da Amazônia Legal, o que dá uma média de 2.800 denúncias por mês.

A informação é muito importante nesses casos, por causa da impunidade reinante, uma vez que é difícil de chegar até os criminosos responsáveis pelo tráfico de mulheres e adolescentes.

Fonte: ALC

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Ser grato

Isso é para poucos! Mas é possível ser um dos motivos para entrever felicidade.

Por: Návia T. Pattussi/Psicanalista/naviat@terra.com.br

Em tempos de “estragos” éticos e morais pensar em falar sobre GRATIDÃO parece quase uma heresia, um produto em extinção e quiçá uma variante bizarra do que seja justiça, conceito por demais confuso para nós, pelo menos no momento em que estamos vivendo.

Ser grato por algo ou ser alvo de sentimentos de gratidão por parte de alguém possivelmente não seja uma situação muito comum, tendo em vista a tendência de ensimesmamento e individualismo exacerbado que vivemos. Então, falemos de gratidão antes que daqui um tempo esse valor não exista mais, pois por certo ainda é possível experienciarmos isso.

Comecemos então pelo que diz o dicionário Aurélio sobre o que seja a palavragratidão: “1. Qualidade de quem é grato. 2. Reconhecimento por um benefício recebido; agradecimento, reconhecimento.” Analisemos!

Reconhecer algo recebido significa ter condições de perceber que o que recebemos não faz parte de nós e, portanto, que somos separados do objeto que recebemos. Quando nascemos e até um bom tempo, não conseguimos discernir que o seio no qual mamamos, por exemplo, não faz parte do nosso corpo e nossa primeira visão de mundo é de que nós somos o mundo. A princípio, não há diferenciação entre a criança e as outras pessoas. Um exemplo disso é quando nas escolas, crianças até geralmente 3 anos, choram se vêem outra chorar, gritam se outra grita; há uma imitação de comportamentos.

Quando adultos ingressamos num mundo que nos exige independência financeira, a constituição de uma nova família, o ingresso nas relações sociais e mesmo assim podemos continuar achando que o mundo gira em torno do nosso próprio umbigo, como se fossemos o Sol que ilumina tudo e tudo girasse em torno dele. A esse tipo de pessoa chamamos de narcisista, uma condição extremamente infantil de não diferenciação entre si mesmo e os outros. É um “saco” conviver com pessoas que funcionam desse jeito! É o tal do sujeito que só quer receber e não se considera implicado numa relação de reciprocidade. Ainda é capaz de se ofender por que não é tão bem tratado como imagina que deva ser. Portanto, tudo o que ele recebe é tomado como algo que por direito sempre deve ter sido seu. Nesses casos então, não há a possibilidade de manifestar-se o mínimo sentimento de gratidão.

Realmente esse é um sentimento para poucos. Conseguir ser grato é uma dádiva talvez maior do que ser alvo de gratidão por parte de alguém, pois implica numa relação de desprendimento, de humildade, de, ao agradecer, reconhecer que não é completo, que lhe falta sempre algo e que quando alguém lhe proporciona o mínimo agrado ou dom é mister agradecer pelo que lhe foi dado.

Isso é para poucos! Mas é possível ser um dos motivos para entrever felicidade. Há que se descobrir que os seus laivos estão para muito além de um consumo exorbitante de objetos, ou de uma imagem enfeitada ou de uma ostentação de bens. Há vida, e que vida... para além do mundo das imagens e das coisas!

Fonte: Marcos A. Bedin
MB Comunicação
Assessoria de Imprensa
(49) 3323-4244, (49) 9967-4244
mb@mbcomunicacao.com.br

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20 de agosto de 2009

Frango caipira é alternativa de renda

O frango caipira é criado em sistema de semiconfinamento

A criação de frango caipira está trazendo bons resultados para produtores da microbacia Córrego das Flores, em Canoinhas-SC. O projeto envolve inicialmente quatro famílias que criam, no total, 300 frangos.

Os animais se destinam ao consumo próprio e à venda nas comunidades vizinhas. A ação é da Epagri e do Projeto Microbacias 2 em parceria com o Centro de Educação Profissional Vidal Ramos e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural.galinha140[3]


Uma das principais diferenças em relação à avicultura convencional está na idade de abate: o frango colonial é abatido com pelo menos 85 dias. Já o frango convencional recebe promotores de crescimento e outros medicamentos para prevenir doenças e melhorar a produtividade, o que reduz a idade para cerca de 40 dias.


O frango caipira é criado em sistema de semiconfinamento: à noite, fica no aviário e recebe ração e, durante o dia, é mantido em piquetes onde se alimenta de quirera e pasto. Os animais não recebem promotores de crescimento e as raças são específicas para esse sistema de produção. “O bem estar animal, respeitando aspectos fisiológicos do crescimento natural do frango, se reflete na qualidade da carne. Além disso, a probabilidade de doenças diminui devido à menor concentração de animais por metro quadrado”, explica o engenheiro agrônomo Daniel Uba, extensionista da Epagri/Escritório Municipal de Canoinhas.


O manejo sanitário é realizado dentro das exigências técnicas. Os medicamentos são alopáticos, mas também são usados produtos naturais com a meta de evoluir para o sistema orgânico no ano que vem. “Os alopáticos são ministrados conforme a necessidade e não de forma rotineira e preventiva. Para esses casos, usamos produtos naturais como própolis, vinagre e chás”, explica o agrônomo.


As vantagens para o produtor estão na autonomia de produção, no uso de alimentação de origem vegetal, no consumo próprio da carne e no maior valor agregado dos produtos. Enquanto o frango convencional é vendido a cerca de R$ 2,00 o quilo, os produtores de Canoinhas vendem o caipira entre R$ 4,50 e R$ 5,00 o quilo. O custo de produção varia entre R$ 2,80 e R$ 3,20, mas já se busca diminuir esse valor com o uso de ração própria.

Fonte: Matéria elaborada por Cinthia Andruchak Freitas/GMC/Epagri

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