20 de junho de 2009

A gripe não é suína

A imprensa, via de regra, é uma aliada dos setores produtivos; é um setor essencial e estratégico para o desenvolvimento das sociedades democráticas, livres e pluralistas, mas está prestando um desserviço à Nação no caso da “Gripe A”.

Milhões de produtores e empresários rurais estão revoltados em relação ao tratamento que essa patologia viral vem recebendo nos meios de comunicação social do nosso país que insistem de chamá-la indevidamente de “Gripe Suína”.

Sabemos que o erro inicial, nesse amplo e doloroso processo de comunicação, coube à Organização Mundial da Saúde, que, em seu primeiro comunicado à imprensa, cometeu o equívoco de denominar de gripe suína o que, pelo princípio toponímico adotado nas demais ocorrências massivas da doença, deveria ter sido batizada de “Gripe Norte-Americana”. Mais tarde a OMS reconheceu esse erro, mas não conseguiu neutralizar nem reverter a obsessão da mídia por nomes fortes e catastróficos.

A suinocultura brasileira é a melhor do mundo e o mercado internacional reconhece nosso padrão de excelência. Desfrutamos de sanidade atestada pela Organização Internacional de Saúde Animal (OIE). Empregamos, nos campos, a melhor genética, a melhor nutrição e o melhor manejo de rebanhos. Nossa indústria de processamento de carne utiliza máquinas, equipamentos e instalações de mais alta tecnologia. Insumos e mão-de-obra são de primeira linha.

A cada vez que a imprensa fala em “gripe suína”, essa vasta, moderna e complexa cadeia produtiva da qual dependem mais de 2,5 milhões de pessoas, sofre abalo econômico. O efeito da comunicação de massa na economia real tem sido devastador. No mês de maio, o consumo de carne suína in natura caiu ¾ em grandes mercados, como Rio e São Paulo. Empregos e riquezas estão sendo consumidos pelo fogo da desinformação.

O mais irônico é que o suíno não tem nada a ver com Gripe A, como bem o demonstraram as investigações virológicas. Não se tem notícia de que haja algum suíno doente, nem caso de contaminação animal-homem. Mas, a mídia insiste em falar em “gripe suína” e em exibir imagens de suínos. É bem verdade que alguns jornalistas perceberam o erro e o corrigiriam, mas a maioria dos profissionais de comunicação insiste no uso do termo incorreto.

Tomamos a liberdade de propor ao Ministério da Agricultura uma ação forte e incisiva no sentido de neutralizar os efeitos desse deletério e inconveniente processo comunicacional, para evitar a derrocada da cadeia produtiva. Decididamente, a gripe não é suína.

 

mariolanznaster

Por: Mário Lanznaster/presidente da Coopercentral Aurora

Enviado por: Marcos A. Bedin
MB Comunicação
Assessoria de Imprensa
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19 de junho de 2009

Depoimento: " Eu matei Euclydes da Cunha" – parte final

Com este post encerramos o artigo Depoimento: " Eu matei Euclydes da Cunha" onde, Dilermando de Assis, narra em detalhes ao jornal Diário de São Paulo, entre agosto e outubro de 1949, como matou Euclydes da Cunha. Assim descreve Dilermando os detalhes do crime:

Eram mais ou menos dez horas da manhã de domingo, 15 de agosto de 1909. Estávamos tomando o café da manhã na sala de jantar. Eu, dona Anna, Dinorah meu irmão e Sólon, filho de Euclydes e dona Anna, que ali pernoitara. Luiz, o caçula do casal, de pouca idade, também estava sendo alimentado. Finda sua refeição Dinorah levantou-se, se dirigido à sala da frente, para apanhar cigarros.

Pouco depois regressava, a fim de comunicar-me que Euclydes da Cunha se achava no portão, batendo. Disse-lhe então que o fizesse entrar para salas de visitas, enquanto iria a meu quarto vestir a túnica, pois me achava em manga de camisa.

Estava eu no meu quarto quando simultaneamente com o ruído de seus passos rápidos em direção ao meu quarto, ouvi Euclydes pronunciar bruscamente – Vim para matar ou morrer! Só tive tempo de perguntar – Que é isso, doutor? Desfechou-me Euclydes um tiro, atingindo-me na virilha direita, vociferando: – Bandido!Desgraçado!Mato-os…

Num gesto rápido desfechou-me o segundo tiro, este em pleno peito, que me fez cambalear, retroceder e cair dentro do quarto. Dinorah, que o acompanhara da sala e o vira sacar o revólver correu em direção ao seu quarto, naturalmente para amar-se. Nesta ocasião, Euclydes, perseguindo-o de perto, fez pontaria e alvejou-o de perto, fez pontaria e alvejou-o a queima roupa, na nuca, aos meus olhos.

Vendo meu irmão ferido pelas costas e perseguido por um agressor feroz, ergui-me e apanhei meu revólver. Euclydes desfechou-me mais um tiro, produzindo-me grande equimose na altura de uma das costelas direitas. Então, somente aí, várias vezes ferido, alvejei-o diretamente.

Em outubro de 1909, minha prisão foi decretada pela autoridade competente. De agosto a outubro, sofri coação ilegal e injusta, mantido sob incomunicabilidade e impossibilitado de defender-me.”

Leia também:

Depoimento: " Eu matei Euclydes da Cunha"

Fonte de pesquisa: Nosso Século, Abril Cultural, 1980

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Prefeitura Livre no Portal do Software Público

A solução Prefeitura Livre é a terceira solução da iniciativa privada a ingressar no Portal do Software Público e a segunda dedicada com exclusividade aos municípios brasileiros.

A Carta de liberação do projeto Prefeitura Livre no Portal do Software Público Brasileiro foi assinada ontem, dia 18/06/2009, durante o evento OpenGEO 2009, realizado na cidade de Brasília. O acordo é fruto da parceira entre a empresa Opengeo Consultoria de Informática e a Secretária de Logística e Tecnologia da Informação, do Ministério do Planejamento.


A solução Prefeitura Livre é a terceira solução da iniciativa privada a ingressar no Portal do Software Público e a segunda dedicada com exclusividade aos municípios brasileiros. De acordo com Helton Uchoa, da Opengeo Consultoria, “a intenção é criar uma comunidade de usuários e técnicos para continuar coletivamente o desenvolvimento de novos módulos para a solução”.


O Prefeitura Livre chega com dois módulos em produção: o de gestão de leis e o de gestão de programas sociais; e um terceiro que encontra-se em desenvolvimento: o de protocolo. A solução emprega o Cadastro Técnico Multifinalitário (CTM), geoprocessamento corporativo, utilização de framework de desenvolvimento com técnicas MVC e licenciamento livre.


Os participantes do Portal podem baixar a solução diretamente pelo endereçohttp://www.softwarepublico.gov.br/ver-comunidade?community_id=9066433


Conheça os dois primeiros módulos do Prefeitura Livre
- Gestão de Leis - PGM
O módulo de Gestão de Leis é um dos mais completos sistemas do Prefeitura Livre abrangendo praticamente todas as demandas da Procuradoria Geral do Município. Este módulo é flexível o suficiente para ser utilizado em outras esferas governamentais do legislativo.
Principais recursos:
=> Cadastro das leis organizadas por categorias (Lei, Decreto, Lei Complementar, Lei Ordinária, Ato Normativo, etc).
=> Organiza a lei em elementos relacionados ou hierarquizados, podendo acrescentar Artigo, Inciso, Parágrafo, Item, Alínea e Anexo no corpo da lei.
=> Revogação de trechos (textos) de uma lei.
=> Geração automatizada de arquivo digital em formato PDF em padrão pré-definido pelo gestor.
=> Armazenamento de arquivos digitais de diversos formatos (textos, imagens, etc), possibilitando manter o histórico de leis manuscritas que foram digitalizadas ou qualquer outro documento relevante relacionado com a lei.


Módulo de Gestão de Programas Sociais – CRAS -


Este módulo permite as Secretarias Municipais a gestão de um Centro de Referência de Assistência Social. Este sistema foi desenvolvido com base nos formulários do sistema do CRAS do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, sendo possível o cadastro das famílias com maiores índices de vulnerabilidade e risco social, o registro dos acompanhamentos psicológicos e sociais das famílias e dos atendidos. O módulo possui acesso ao cadastro único do munícipe e os eventos são georeferenciados e conta ainda, com controle de geração de benefícios emergenciais e de encaminhamentos profissionais.


Fonte: Portal do Software Público Brasileiro

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