1 de abril de 2012

190 anos do nascimento de Fritz Müller

Nascido em uma pequena aldeia da Alemanha em 1822, aos 22 anos o jovem Johann Friedrich Theodor Müller obteve o título de Doutor em Filosofia pela Universidade de Berlim. Em 1849 concluiu o curso de Medicina na Universidade de Greifswald, mas não colou grau, por se negar a proferir as palavras cristãs contidas no juramento. Em 1852 emigrou com familiares para a recém-fundada Colônia de Blumenau, no Vale do Itajaí, e em 1856 partiu para Desterro (atual Florianópolis), naturalizando-se brasileiro para assumir cargo público de professor no Liceu Provincial (antigo Colégio Jesuíta, atualmente representado pelo Colégio Catarinense).

É nesse momento que inicia o período mais produtivo da obra científica de Fritz Müller. Em Desterro o naturalista tem seu reconhecimento internacional entre a comunidade científica. Ele mantém correspondência com eminências científicas da época, como Max Schultze, Herman von Ihering, August Weismann, Louis Agassiz, Ernst Haeckel e em especial com Charles Darwin (cuja extensa e contínua correspondência se estende por 17 anos, até a morte de Darwin). A história de Fritz Müller completou neste sábado, dia 31 de março, 190 anos, desde o nascimento na Alemanha.

Um site está sendo construído por um grupo de professores da Universidade Federal de Santa Catarina envolvidos com a divulgação da obra do naturalista. O site organiza informações sobre a história, a vida, a obra, as principais homenagens póstumas e os escritos de Fritz Müller, cientista mundialmente conhecido pela concepção do fenômeno mimetismo mulleriano, estudado em todo o mundo.FritzMuller

Fritz Müller foi pioneiro ao publicar, em 1864, o primeiro livro no mundo em apoio à teoria evolutiva de Darwin, com provas factuais obtidas em estudos sobre crustáceos, realizados em Florianópolis. Este livro, que atuou decisivamente na consolidação da teoria da evolução das espécies proposta por Darwin, tornou-o mundialmente famoso e o levou a receber, em vida, duas vezes o título de Doutor Honoris Causa, emitido por universidades alemãs.

Diferentes datas têm sido aproveitadas para rememorar a vida e a trajetória do naturalista. Em 2009, ano do bicentenário do nascimento de Charles Darwin e dos 150 anos da publicação do seu revolucionário livro Origem das Espécies, a Universidade Federal de Santa Catarina reconheceu o valor da obra de Fritz Müller. Concedeu-lhe o título de Doutor Honoris Causa post-mortem, recebido pelo seu descendente Alberto Lindner, professor do Departamento de Ecologia e Zoologia.

Em 2009 a Editora da UFSC lançou uma nova tradução do livro Para Darwin (Für Darwin, 1864), escrito por Fritz Müller. Elaborada por Luiz Roberto Fontes, médico legista e biólogo, e por Stefano Hagen, médico veterinário, biólogo e professor, a nova tradução se distingue das outras duas que a antecederam por usar como base a primeira edição do livro, em alemão. A publicação foi viabilizada com apoio financeiro da UFSC, Fapesc e Ministério da Ciência e Tecnologia.

“Homenagear Fritz Muller no ano de 2012, quando completaria 190 anos de idade, representa resgatar para a memória nacional o nosso maior naturalista novecentista, brasileiro por opção e com grandes feitos para a história da ciência brasileira e mundial. Representa também homenagear o Estado de Santa Catarina, que em suas publicações tornou-se mundialmente conhecido, principalmente as localidades de Blumenau, Itajai e Desterro”, destaca Luiz Roberto Fontes.

Por: Arley Reis / Jornalista da Agecom

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27 de março de 2012

Sexualidade feminina

Tomando como referencia a pesquisa realizada pelo Datafolha (Folha de São Paulo, 20/02/10) sobre a sexualidade dos brasileiros, chama a atenção uma diferença entre homens e mulheres que ainda persiste: a tendência das mulheres evitarem a masturbação, ao contrário dos homens. O prazer solitário ainda é mais explorado por eles. Isso evidencia o quanto a relação da mulher com o prazer ainda rende muitos questionamentos. Libera-se, “pero no mucho”, como dizem.

Uma coisa é deixar de seguir o desejo por reprimi-lo (abafá-lo) e outra, é não reconhecê-lo, é viver como se estivesse anestesiada para o prazer. O prazer, nesse caso, não é permitido. Por quê? Existem “ranços” antigos em relação a isso, pois entram aqui aspectos morais, ou seja, o que determinada sociedade espera de uma mulher, como ela deve agir em relação a sua sexualidade para se sentir aceita. Qual o limite entre o prazer consentido e a vulgaridade? O que é ser vulgar? É comum ouvir-se falar em mulher vulgar, mas... homem vulgar, é raro. Homem “galinha”, sim. Talvez o ser vulgar ou o ser galinha, tenha uma relação direta com o ato. Explico: na lógica dos relacionamentos tudo indica que o esperado é que ninguém vá direto ao ponto, de chofre. O jogo de sedução, nada mais é do que uma forma de lidar com o tempo, as palavras e os gestos, fazendo com que haja espera, e os caminhos ocorram de uma forma indireta.SexVegQ

Então, perceber alguém como vulgar ou galinha, talvez tenha a ver com as vias diretas, ir direto ao ponto, sem muitos rodeios. Os animais agem assim. Nós podemos mais, sofisticamos as relações ou as anulamos. Para a mulher parece ser esperado um pouco de resistência. Para acender o desejo masculino? A resistência, até certo ponto, aumenta a excitação sexual. Isso seria o erótico, diferenciando-se do puramente sexual.

De qualquer forma, prazer sexual, pode ser considerado ainda uma arena nova para nós, mulheres, nos últimos séculos. Não é por acaso que proliferam na TV fechada e agora na aberta também, programas sobre sexo dirigidos por mulheres, a maioria deles, separando nitidamente o sexo do amor. Temos o “Papo calcinha” no Multishow, “Amor e sexo” na Globo, Sue Johansson na GNT, a antiga série Sex and the City e muitos outros.

Parece um ensaio, reconhecimento de um terreno até pouco atrás desconhecido. A impressão que me dá é que estamos aprendendo a nos relacionar com o prazer, com o sexo. Talvez por isso haja a oscilação entre comportamentos afoitos ou reprimidos. Lidar com o tempo, as palavras e os gestos em prol de uma sexualidade mais prazerosa pode ser um ganho imenso em termos de qualidade nos relacionamentos, e a espera pode não ter nada a ver com repressão, mas com opção, direito de escolha.

Por: Návia T. Pattussi

Psicanalista

naviat@terra.com.br

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

mb@mbcomunicacao.com.br

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25 de março de 2012

Mulheres no comando

Mulheres empreendedoras, envolvidas no processo produtivo e na gestão dos negócios, qualificadas para comandar as propriedades. É dessa forma que o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar/SC), órgão ligado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc), quer ver as mulheres catarinenses, à frente dos empreendimentos no campo. Mas para profissionalizar a mão de obra feminina, a entidade oferece o programa Com Licença Vou à Luta (CLVL).

Neste mês de março, a ação atende mulheres em diversos municípios do Estado, a exemplo de Arabutã, Ituporanga, Papanduva e Chapadão do Lageado. As atividades são divididas em cinco módulos: empreendedorismo; gestão financeira; liderança, relações interpessoais e trabalho em equipe; conhecimentos sobre Direito Trabalhista e planejamento de negócio.

De acordo com o superintendente do Senar/SC, Gilmar Zanluchi, o programa busca formar mulheres com visão de negócio, pois muitas hoje são responsáveis pela unidade familiar. “Por isso, é tão importante capacitá-las com noções de gestão, transformando a participação feminina em fator decisivo para o sucesso da empresa rural”.

Durante a capacitação, as mulheres rurais são habilitadas a desenvolver competências de gestão para aplicação no seu próprio negócio, considerando as oportunidades da região. O curso estimula as participantes a empreenderem atividades que possibilitem independência financeira, construindo a autoconfiança, com reflexos na qualidade de vida, além de contribuir para o aumento da renda familiar com melhorias da eficiência da gestão da propriedade.flores

Com enfoque no empreendedorismo e na liderança, o programa busca elevar a autoestima das mulheres para despertar o potencial pessoal e profissional, e proporcionar atividades que possibilitem a independência financeira, construindo a autoconfiança com reflexos na qualidade de vida. Além disso, contribui para o aumento da renda familiar com melhorias na eficiência da gestão.

“As participantes têm cinco semanas para elaborar um plano de negócio compatível com a realidade de cada propriedade, para que possam implementá-lo ao final do programa”, complementa Zanluchi.

Os conteúdos abordam características do empreendedor, autoconhecimento e fornece conceitos para elaboração do diagnóstico da propriedade rural; conceitos financeiros, custo fixo e variável, depreciação, fluxo de caixa; elaboração da FOFA (ferramenta de planejamento) e estudo de mercado, visando a melhoria ou a inovação de alguma atividade; noções básicas de legislação trabalhista, ambiental e sanitária; processo de liderança, características do líder, estilos de liderança, relações interpessoais e a construção de relacionamentos por meio de dinâmicas e vivências.

Para participar, as mulheres produtoras devem ter a 4ª série do ensino fundamental completo; saber as quatro operações aritméticas; ter idade acima de 16 anos e estar envolvidas com as atividades da propriedade rural.

Outras informações estão disponíveis no site do Senar/SC (www.senar.com.br) ou pelo telefone 48 3333 0322. As interessadas podem, também, procurar o Sindicato Rural do seu município.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

mb@mbcomunicacao.com.br

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