26 de novembro de 2010

Empresas em Santa Catarina têm vida mais longa

As empresas criadas em Santa Catarina têm vida mais longa e uma taxa de sucesso mais alta. Essa realidade vem sendo constada por respeitados institutos de pesquisa. Neste ano, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que as empresas catarinenses tem 82% de taxa de sobrevivência – a maior do país.

Nessa mesma linha converge extenso trabalho científico do diretor técnico do Sebrae/SC, Anacleto Ângelo Ortigara. Ele concluiu tese de doutorado sobre as causas que condicionam ao sucesso e/ou fracasso das micro e pequenas empresas em Santa Catarina. O estudo foi motivado pela forte participação dessas empresas na economia barriga-verde, nas conseqüências do seu fechamento e na importância do fortalecimento do segmento.

A pesquisa investigou as causas de mortalidade e/ou sucesso das micro e pequenas empresas no Estado por meio de dois instrumentos de coleta de dados, junto a uma amostra de empresas que se registraram na Junta comercial do Estado nos anos de 2000 a 2004. De acordo com o estudo de Ortigara, os sintomas mais relevantes de sucesso apontados foram o bom conhecimento do mercado, boa estratégia de vendas, empresário com persistência e perseverança, além do aproveitamento das oportunidades do negócio. Os sintomas mais relevantes responsáveis pela mortalidade das micro e pequenas empresas foram carga tributário elevada, falta de capital de giro e inadimplência dos clientes.SCat

As causas que podem conduzir tanto ao sucesso como ao fracasso das empresas são os fatores relevantes na história do empreendimento, o conhecimento do produto/mercado, foco no negócio, identificação de oportunidades, organização e adequação dos produtos.

A pesquisa do IBGE divulgada recentemente revela que, atrás de Santa Catarina, aparecem os Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, com 80,5% e 79,5%, respectivamente. Os dados são referentes aos anos de 2007 e 2008. Entre as regiões brasileiras, o sul apresenta a maior taxa de sobrevivência (79,8%), seguido pelo sudeste (79,1%). A média nacional ficou em 78,1% no período analisado. A pesquisa foi feita com base no Cadastro Geral de Empresas do IBGE.

Outro dado relevante do estudo refere-se ao número de empresas de alto crescimento. Em 2008, elas representavam 8,3% dos empreendimentos com 10 ou mais funcionários e, nesse segmento, totalizavam 30.954 empresas. O sul do país contava com 22% das unidades locais dessas empresas.

Entre 2005 e 2008, as empresas de alto crescimento foram responsáveis pela geração de 2,9 milhões empregos formais, o que representa 57,4% dos 4,9 milhões de vagas criadas no período. Na média, o número de postos de trabalho oferecidos neste segmento cresceu 173%, contra 22% da média geral de todos os empreendimentos nacionais.

A indústria de transformação teve maior participação entre as empresas que mais cresceram, com 27%. Comércio (26,4%) e construção (12,2%) vêm em seguida. Na geração de empregos, o setor de construção foi o que mais gerou postos de trabalho (196 mil). Limpeza em prédios e domicílios (117 mil) e locação de mão-de-obra temporária (114 mil) aparecem em seguida.

Segundo o IBGE, as empresas com maior número de empregados possuem uma maior chance de permanecer no mercado. Entre as empresas com 10 ou mais trabalhadores, a taxa de permanência no mercado é de 96%. Para aquelas sem funcionários, essa taxa cai para 66%.

Por: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

mb@mbcomunicacao.com.br

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25 de novembro de 2010

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24 de novembro de 2010

Verão sem lesões

Procurar academias para um programa intensivo de malhação, buscando conseguir a melhor forma física para veranear nas praias do litoral brasileiro ou nos clubes sociais. Essa é uma atitude comum nesta estação. Porém, muitas pessoas não tem noção sobre perigo residente em atitudes como esta: quem passou o ano todo sem praticar exercícios, passa a fazê-lo com grande intensidade, sem orientação de um profissional.

O médico Joaquim Reichmann, diretor da Clínica Reichmann, de Chapecó, especializada em ortopedia e traumatologia, cirurgia de joelho, ombro e quadril, adverte que esses “atletas de temporadas” podem se machucar: lesões musculares como distensões, edema e dolorimento dos músculos, dor nas articulações devido a encurtamento muscular-tendinoso e retração das cápsulas articulares são algumas das seqüelas desse comportamento.Sol_I.30

As articulações mais atingidas, nesses casos, são a coluna vertebral, joelhos, os ombros e cotovelos. As pessoas devem reiniciar a prática de exercícios de maneira progressiva, de acordo com sua idade, peso e condições gerais de saúde. Joaquim Reichmann lembra que, após os 40 anos, sempre se deve fazer uma avaliação médica prévia devido ao risco de comprometimento do sistema cardiorrespiratório.

Não existem regras, mas recomenda-se que as atividades físicas sejam praticadas pelo menos uma hora três vezes pôr semana. “Não é necessário mais de uma hora por sessão para manter-se em forma”, assegura o médico.

O praticante deve atentar para a alimentação. “A dieta deve ser balanceada, pois precisamos nutrir ossos, músculos, tendões. A ausência de cálcio nos ossos pode provocar osteoporose, já os músculos necessitam de aminoácidos e proteínas.”

A orientação segura de um profissional é essencial, mostra o médico, exemplificando que exercícios mal-conduzidos podem causar problemas nas pernas: se os músculos ísquiotibiais (posterior das coxas e pernas) forem só fortalecidos e não alongados, os joelhos poderão vir a sofrer sobrecarga na parte anterior porque necessitam vencer a resistência dos músculos posteriores fortes e encurtados.

Antes de começar qualquer atividade física é importante que se faça um aquecimento de 5 a 10 minutos, junto com exercícios de alongamentos. Deve-se alongar e aquecer os principais grupos musculares dos membros inferiores, coluna vertebral e membros superiores.

Se a pessoa sentir dores nas articulações e, mesmo assim, continuar insistindo na prática das atividades, poderá sofrer problemas mais sérios, como danos nas cartilagens articulares e sinovites (inflamação da membrana sinovial). Poderá sofrer tendinites e rupturas tendinosas e musculares – tendão patelar e tendão de Aquiles, principalmente.

As lesões podem ocorrer em ambos os sexos dependendo da intensidade do exercício, mas esse cuidado deve ser maior com as mulheres. A mulher, constitucionalmente, tem menos massa muscular que o homem o que a torna mais suscetível a lesões se houver muita demanda do aparelho locomotor. Já o homem tem mais massa muscular, porém se expõe mais em esportes agressivos sendo grande o número de lesões.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

mb@mbcomunicacao.com.br

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