31 de agosto de 2009

Leite do Uruguai prejudica produtores catarinenses

Faesc quer a suspensão imediata da importação de leite do Uruguai.

A importação abusiva de leite do Uruguai está destroçando a cadeia produtiva catarinense e brasileira. Ao fazer essa avaliação, o presidente da Federação da Agricultura do Estado de SC (Faesc), José Zeferino Pedrozo, justificou a necessidade de cancelamento da licença automática de importação de leite em pó oriundo do Uruguai e de outros países.

O dirigente considera nocivo o surto de importações de leite em pó proveniente do Uruguai que, de janeiro a julho, atingiu 14 mil toneladas – o dobro de toda a importação média brasileira anual de leite em pó vinda daquele país. Ao lado do leite importado de outros mercados, como Estados Unidos e União Européia, o produto lácteo estrangeiro está inviabilizando a competitividade dos produtores de leite do Brasil. “O produto importado chega barato ao Brasil porque ganha muito subsídio nos países de origem e isso cria distorções no mercado interno”, expõe Pedrozo.

Como efeito da retomada dos subsídios e recomposição dos estoques de lácteos de países ricos, como Estados Unidos e União Européia, os preços internacionais do leite em pó se mantiveram reduzidos. Os demais exportadores considerados competitivos no mercado mundial, a exemplo da Argentina e do Uruguai, adotaram práticas desleais de comércio para continuar exportando seus excedentes. A Faesc reclama que, além de subfaturamento, os parceiros do Mercosul estão realizando pagamentos diretos aos seus produtores, ou seja, também estão subsidiando a produção.

De acordo com Pedrozo, somente o cancelamento das importações de leite em pó do Uruguai e de outros países mudará esse cenário desastroso para a pecuária leiteira nacional. “Essas práticas desleais de comércio trarão graves prejuízos aos produtores de leite do Brasil”.

O presidente da Faesc observou que a crise financeira mundial originada nos Estados Unidos espalhou-se pelo mundo, criando uma situação adversa ao mercado de lácteos. Sem crédito, os países importadores reduziram suas compras, deprimindo expressivamente as cotações, com repercussões nos preços internos de todos os países exportadores, inclusive o Brasil. Os preços médios do leite em pó na Oceania e União Européia, no primeiro semestre de 2008, cotavam acima de US$ 4.000/ton., mas até a primeira semana de junho deste ano a média não chegou a US$ 2.200/ton.

José Zeferino Pedrozo lembrou que o segmento lácteo padece de crise de renda pois, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo, houve redução de quase 18% no preço corrigido do leite, em 2008. No entanto, de acordo com o projeto Campo Futuro da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), nos principais Estados produtores de leite, os custos de produção aumentaram quase 10%.

Ao enfatizar a importância econômica e social do leite, Pedrozo observa que Santa Catarina é o sexto produtor nacional com 1,650 bilhão de litros/ano. Praticamente todos os 200.000 estabelecimentos agropecuários produzem leite. O oeste catarinense responde por 60% desse volume com cerca de 50.000 estabelecimentos rurais tecnificados, aqueles que adotam tecnologia e geram excedentes comerciais.

Fonte: Marcos A. Bedin
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Celular mata mais que o cigarro?

Em janeiro deste ano, o governo francês pediu "prudência" no uso de celular.

O uso do celular deve matar mais que o cigarro em alguns anos, segundo estudo de um médico australiano publicado na internet. Vini Khurana, um neurocirurgião que recebeu 14 prêmios em 16 anos, pede que a população use o aparelho o mínimo possível, principalmente quando se trata de crianças.


O médico analisou cerca de cem trabalhos científicos publicados sobre o tema para chegar às suas conclusões. Segundo ele, há ao menos oito estudos clínicos que indicam uma ligação entre o uso de celulares e certos tipos de tumor no cérebro.


"Já há previsões de que esse perigo tenha mais ramificações para a saúde pública do que o amianto ou o fumo. Isso gera preocupações para todos nós, especialmente com a geração mais nova", afirma Khurana, que é professor de neurocirurgia na Faculdade Nacional de Medicina da Austrália, no estudo.


A comparação entre as mortes causadas por cigarro e por celular se deve ao fato de, atualmente, cerca de 3 bilhões de pessoas usarem esses aparelhos, número três vezes maior que o de fumantes, afirmou ele.
Processo lento - Para Khurana, ainda não há mais dados sobre o assunto pelo fato de a intensificação no uso dos celulares ainda ser recente. Ele afirma que o período de "incubação" --tempo entre o início da utilização do aparelho e o diagnóstico do câncer em um indivíduo-- dura de dez a 20 anos.


"Entre os anos de 2008 e 2012, nós teremos atingido o tempo apropriado para começar a observar definitivamente o impacto dessa tecnologia global nos índices de câncer de cérebro", diz ele.


Para evitar o problema, Khurana sugere, entre outras medidas, que as pessoas evitem ao máximo o uso do celular, dando preferência ao telefone fixo. Ele pede também moderação no uso de Bluetooth e de headsets (fone de ouvido com microfone) sem fio. Outra dica, de acordo com o médico, é usar o viva-voz para falar, mantendo o celular a pelo menos 20 cm da cabeça.


Em janeiro deste ano, o governo francês pediu "prudência" no uso de celular pelas crianças, apesar de não ter dados científicos que comprovem os malefícios do aparelho para a saúde.

O ministério pediu que as "famílias sejam prudentes e saibam usar estes aparelhos", lembrando que é recomendado o uso moderado do celular, principalmente pelas crianças, "que são mais sensíveis porque seus organismos ainda estão em desenvolvimento".

Para ver o artigo científico na íntegra, acesse o link abaixo:

www.brain-surgery.us/mobph.pdf

Fonte: O Barriga Verde/Gazeta das Praias

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30 de agosto de 2009

Empresas de pagamento online miram os excluídos do sistema financeiro

Oi Paggo e Spring Wireless estão focando suas estratégias nas micro e pequenas empresas e nos excluídos do sistema financeiro

Os informais, pequenos lojistas, empresas que trabalham com delivery e com produtos porta-a-porta e profissionais liberais estão na mira de uma das maiores operadoras de telefone do País: a Oi. Em 2007, a operadora criou a Oi Paggo, uma divisão para atuar no pagamento de meios eletrônicos.


“Queremos entrar nos estabelecimentos que não trabalham com os cartões de crédito ou por serem pequenos ou por acharem os custos do cartão e das máquinas muito alto”, disse o diretor geral da Oi Paggo, Roberto Rittes, durante sua apresentação na palestra “Impacto da Convergência Tecnológica sobre os Meios de Pagamento”, durante a 5ª edição do Congresso de Cartões e Crédito ao Consumidor – C4 2009, o maior evento latino-americano na área de cartões de crédito e crédito direto ao consumidor.


Atualmente a empresa já atua em 21 praças e em 400 bairros definidos. Segundo Rittes, a ferramenta de mobile payment conta hoje com 72 mil estabelecimentos credenciados e 350 mil clientes aprovados. O objetivo é fazer da Oi Paggo a principal plataforma de m-payments no Brasil.


A vantagem para o lojista é que a taxa de administração é menor do que as de outras bandeiras de cartão. Outro atrativo é que não há custo com aluguel do terminal de pagamento, como nos cartões tradicionais. Para o usuário, a vantagem é o controle de gastos, isenção de anuidade e a possibilidade de colocar créditos no celular a partir de R$ 1. Ao invés de anuidade, a Oi cobra uma taxa de R$ 2,99 nos meses em que o serviço é utilizado. Para pagar com o Oi Paggo, basta informar o número do telefone para o lojista e aguardar uma mensagem de texto. A transação é autorizada mediante envio de senha pessoal.


“Para as classes de alto poder aquisitivo a principal vantagem é poder pagar remotamente. Um filho no shopping pode dar o celular da mãe, que do seu trabalho autoriza a compra. Já para as classes menos abastadas há a possibilidade de recarga imediata do celular, além de acesso a lojistas do bairro que não aceitam cartões de crédito”.


Outra empresa que está vendo oportunidade no mundo dos informais e dos pequenos negócios é a Spring Wireless, que produz softwares para que os aplicativos corporativos sejam acessados de computadores de mão e telefones celulares.


“Podemos bancarizar os públicos de baixa renda pelo celular, já que grande parte possui esses aparelhos", diz. A experiência da Spring está sendo feita com dois bancos, um na Venezuela e outro na Colômbia. “Conseguimos reduzir o custo de uma conta ativa em 70% utilizando a mobilidade”.


Segundo ele, 20% dos bancos na Índia terão nos próximos anos mais clientes móveis do que os tradicionais clientes de agência física. “Vemos possibilidades dos pagamentos por celular para as transações entre clientes e fornecedores (B2B) e até mesmo a utilização dos correspondentes bancários para funcionarem como agências de retirada de dinheiro imediato usando apenas um celular”.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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