11 de abril de 2010

O povo que é gente

Na Semana dos Povos Indígenas de 2010, de 18 a 24 de abril, o Conselho de Missão entre Índios (Comin) vai apresentar o mundo Kanamari do Amazonas, povo que se autodenomina de Tukuna, que significa “gente”.

Apesar da redução do seu território e a desorganização de suas instituições sociais provocadas pelo primeiro ciclo da borracha na Amazônia, a partir do século XIX, os Kanamari conseguiram sobreviver à forte dominação da empresa seringalista.

Ser índio Kanamari é “usar a própria língua, produzir a própria comida, realizar as festas e cantar no terreiro, cuidas e defender nossa terra, não abandonar nossos costumes, dividir o peixe e a caça”, explica o professor Pima Cleuzael Kanamari, da aldeira Flexal, do rio Xeruã, afluente do rio Juruá.kanamari

Os Kanamari têm conseguido manter a riqueza e a complexidade da sua língua, sua mitologia e rituais. O último censo realizado pela Fundação Nacional da Saúde (Funasa), em 2006, estimou a população dessa família indígena em 1.654 pessoas.

A maioria dos Kanamari vive nos tributários do alto-médio rio Juruá, no Estado do Amazonas. A sua cosmovisão é composta de três esferas: o céu (kodonake), morada dos espíritos e dos ancestrais, a aldeia e a floresta (itsunim).

O espírito da onça (Pida) permeia toda a vida do povo Kanamari e o pajé (tukunabauh) é figura importante na aldeia. Eles respeitam a natureza, pois entendem que árvores, rios e terra têm vida. “Nós, indígenas, podemos não conhecer muito de livros, mas sabemos respeitar a natureza, não poluímos ou destruímos a mata irresponsavelmente”, afirmam.

“Se poluirmos o ar, pegaremos doença que nós mesmos criamos. Nós, indígenas, precisamos do ar, por isso que o respeitamos”, admitem.

O Comin é órgão da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e a assessora, desde 1982, no trabalho com os povos indígenas. O Comin tem como princípio e compromisso apoiar as prioridades colocadas pelos povos e comunidades indígenas, respeitando o seu jeito de ser e a sua cultura.

Fonte: ALC

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6 de abril de 2010

Dor do crescimento é sinônimo de doença?

A “dor do crescimento” trata-se de uma disfunção que acomete crianças e adolescentes entre três e 15 anos e varia de intensidade e frequência dependendo de cada caso. Essas dores estão presentes nos membros inferiores (pés e pernas) e podem estar associadas a uma jornada de grande atividade física, o que explica a incidência no final do dia.

        "Não existe exame para diagnosticar a dor do crescimento", explica o médico ortopedista e traummenino-sentindo-doratologista, Joaquim Reichmann, diretor da Clínica Reichmann de Chapecó, especializada em ortopedia, cirurgia do joelho, ombro, quadril, traumatologia dos esportes e videoartrocopia. No entanto, segundo ele, é importante a realização de exames para descartar a possibilidade de diagnóstico de doenças reumatológicas, hematológicas ou endocrinológicas, que possuem sintomas semelhantes às “dores do crescimento”.

        As crises podem ser diárias ou esporádicas e podem estar presentes por longos períodos antes de desaparecerem. Depois de confirmado o diagnóstico, o tratamento deve ser feito através de analgésicos e aplicação de massagens e compressas quentes. “As crianças não devem ser vistas como doentes, pois as dores do crescimento ocorrem em crianças saudáveis, desaparecem com o passar do tempo e não deixam sequelas”, explica Reichmann.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

mb@mbcomunicacao.com.br

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5 de abril de 2010

Presos poderão começar de novo em Blumenau

Um grupo de 20 presos que cumpre pena em regime semiaberto no Presídio Regional de Blumenau iniciará, em breve, um processo de reinserção social que poderá mudar substancialmente suas vidas, junto a uma das unidades fabris da Hering S.A.. Eles vão realizar um curso profissionalizante que, bem aproveitado, poderá significar a abertura das portas do mercado de trabalho em curto prazo.


   Um termo de cooperação técnica neste sentido foi firmado na tarde desta segunda-feira (5/04), na sede da empresa, em Blumenau, entre o Conselho Nacional de Justiça e a Hering S.A., com a interveniência do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.prisao150

   O presidente do TJ, desembargador José Trindade dos Santos, e o corregedor-geral de Justiça, desembargador Solon d’Eça Neves, acompanharam a solenidade no Vale do Itajaí, que contou com a participação do ministro Gilmar Mendes, presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), e da alta direção daquela empresa.


   "Vejo esse ato como de grande importância efetiva e simbólica: primeiro, por representar esperança para 20 homens; segundo, por sinalizar aos demais segmentos da sociedade que todos devemos buscar melhorias sociais neste país", comentou o ministro, em seu breve discurso.

   O presidente do Conselho da Hering, Ivo Hering, por sua vez, destacou que os aspectos éticos e humanos embutidos na proposta do projeto "Começar de Novo", idealizado pelo CNJ, coincidem com os valores que norteiam o desenvolvimento da empresa em toda sua trajetória.


   O presidente do TJ, desembargador Trindade dos Santos, acha que projetos desta natureza devem servir de exemplo e atrair outros setores empresariais do Estado, na busca pela reinserção social de um número cada vez maior de presos.


   Caberá ao Judiciário estadual intermediar e supervisionar as atividades e os trabalhos desenvolvidos pelas partes dentro do termo de cooperação firmado.

Fonte: Poder Judiciário de Santa Catarina

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