3 de maio de 2010

Depressão pode agravar a Osteoporose

Além dos diversos problemas emocionais e fisiológicos que a depressão provoca nos pacientes que sofrem desse mal, problemas ósseos também podem ser agravados com um quadro depressivo instalado. Uma das consequências da doença trata-se da diminuição da densidade mineral óssea, o que aumenta as chances de osteoporose.

O médico ortopedista e traumatologista, Joaquim Reichmann, cita estudos desenvolvidos por pesquisadores israelenses que avaliaram dados de mais de 2.300 pacientes com depressão e 21 mil pessoas sem a doença. “A relação entre depressão e problemas ósseos é a ativação do sistema nervoso simpático. A depressão aumentaria os níveis desses neurotransmissores no tecido ósseo, o que contribuiria para um pico de massa óssea menor, perda de tecido e osteoporose”, explica. Reichmann observa que a doença osteoporose1ainda favorece níveis mais elevados de cortisol na corrente sanguínea, o que causa uma redução nos níveis de densidade óssea.

Outro fator que justifica a associação da depressão a osteoporose são os hábitos do paciente. “Pessoas deprimidas provavelmente não estarão dispostas a desenvolver atividades físicas, podem aumentar o consumo de cigarro e álcool, ter distúrbios nutricionais, além da ingestão de remédios que é normal em função da doença”, argumenta.

A formação óssea é estimulada pela atividade física, e a falta de exercícios pode comprometer a densidade do osso. “É importante que o processo de remodelação óssea seja constante. Os ossos são tecidos vivos que estão o tempo todo sendo reabsorvidos e formados. Quando a pessoa se exercita, a regeneração ocorre com mais facilidade”, explica Reichmann.

Além do estimulo à prática de exercícios físicos, o médico orienta que pacientes depressivos deveriam ter a densidade óssea monitorada por especialista periodicamente.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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28 de abril de 2010

Como viver sem ilusões!

Entro no carro e pego a estrada com minhas mãos. Embrenho-me nela como se fosse eu e dirijo-me ao infinito tomando-o como finito: o meu destino é a próxima parada. Penso que seguramente chegarei ao local onde penso chegar e é baseada na certeza ilusória de que nada da ordem do acaso modificará o final deste trajeto que me mantenho na estrada.

Faço planos para o futuro: meus objetivos pessoais, infraestrutura para uma boa educação para os filhos, plano de saúde, contribuição previdenciária. Enfim, preciso acreditar que viverei até nem sei quando para poder manter-me em pé e sustentar algum sentido que justifique a minha existência.

Ouço as aulas de um curso, ou leio um livro. Faço um esforço para ficar dentro disso, apesar de pegar-me constantemente devaneando, fantasiando no mundo infinito das minhas imagens e desejos. A racionalidade é uma exceção, uma mera intenção, uma pretensa ponte para comunicar-me ou prender-me à realidade que me envolve.carroviagem

Posso manter um relacionamento estável com outra pessoa baseada na utopia mútua de que nos conhecemos e de que cada um corresponde à imagem idealizada do outro, para justificar a manutenção de uma vida a dois.

Tomo banho todos os dias, faço os demais hábitos de higiene, faço ginástica, caminho, cuido do meu corpo como se tivesse a certeza de que ele me acompanhará para sempre.

Como viver sem ilusões! Não será esse engodo no qual estamos constantemente envolvidos que nos permite continuar vivendo? Como seria viver na realidade nua e crua?

Pensar que ao pegar o carro posso morrer na estrada, que talvez não valha a pena fazer planos, pois não sei qual o tamanho do meu futuro uma vez que minha vida pode acabar a qualquer instante, suportar racionalizar cada gesto que faço, confrontar-me com o fato de que não sei quem verdadeiramente é o meu companheiro e tampouco ele sabe de mim. Enfim, suportar encarar que tampouco eu sei com certeza quem sou, e que não posso prever sempre as reações que terei diante das vicissitudes da vida.

Talvez por isso precisemos também de “momentos de suspensão da existência”, como dizia algum autor. São momentos em que necessariamente nos desligamos totalmente de tudo o que nos liga à realidade, onde nos esquecemos totalmente de que existimos. Isso pode ocorrer quando assistimos a um bom filme, ouvimos uma música que nos toca profundamente, temos uma relação sexual de qualidade, ou inúmeras outras situações que conseguem nos capturar de tal forma que momentaneamente nos alienam totalmente do que nos cerca e nos concerne

É fascinante viver isso tudo apesar de doloroso, por vezes! Não ter certeza de nada nos obriga a reinventar todos os dias formas que nos permitam continuar vivendo, o que pode nos tornar pessoas melhores e com mais recursos para fazer frente ao inusitado que sempre nos espreita.

Por: Návia T. Pattussi/Psicanalista/naviat@terra.com.br

Fonte: MARCOS A. BEDIN

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Hipertensão atinge 24,4% dos brasileiros

A proporção de brasileiros diagnosticados com hipertensão arterial cresceu de 21,5%, em 2006, para 24,4%, em 2009. Os dados fazem parte de levantamento anual do Ministério da Saúde e foram divulgados nesta segunda-feira (26), Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão. Para enfrentar o avanço da doença, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e representantes das sociedades brasileiras de Cardiologia, de Hipertensão e de Nefrologia lançam uma campanha de alerta à população.

“A alimentação inadequada e o sedentarismo são aliados das doenças cardiovasculares. Quem costuma comer carne com gordura, deixa de lado alimentos saudáveis e não se exercita é forte candidato a ter pressão alta”, avalia a coordenadora do Programa Nacional de Hipertensão Arterial e Diabetes do Ministério da Saúde, Rosa Maria Sampaio.hipertensao


A campanha de alerta sobre a hipertensão é uma parceria entre o Ministério da Saúde e as sociedades brasileiras de Cardiologia, de Hipertensão e de Nefrologia. A principal mensagem é: prevenir a pressão alta depende de escolhas individuais. São enfocadas ações como diminuir a quantidade de sal na comida e manter o peso saudável. Além disso, as peças da campanha incentivam o consumo de frutas e hortaliças e a prática frequente de exercícios.


O Ministério da Saúde investirá R$ 1,5 milhão nessa campanha. Cartazes e fôlderes com orientações de prevenção e de tratamento serão distribuídos à população. As peças serão veiculadas em rádio e TV dos 27 estados brasileiros.  A hipertensão é uma inimiga silenciosa da saúde porque não tem sintomas. Por isso, as pessoas devem medir regularmente a pressão e checar se ela está dentro da média, que é de 12 por 8. Apesar de não ter cura, a doença tem tratamento e pode ser controlada por medicamentos oferecidos na rede pública e no programa Aqui Tem Farmácia Popular.

RETRATO NACIONAL - A pesquisa do MS feita com 54 mil adultos (Vigitel) revela que a prevalência da doença, de 2006 a 2009, aumentou em todas as faixas etárias, principalmente entre os idosos. Atualmente, 63,2% das pessoas com 65 anos ou mais sofrem do problema contra 57,8%, em 2006.


O percentual de hipertensos não passa de 14% na população até os 34 anos. Dos 35 aos 44 anos, a proporção sobe para 20,9%. O índice salta para 34,5%, dos 45 aos 54, e para 50,4%, dos 55 aos 64 anos. Esse aumento na ocorrência da doença, de acordo com a idade, é resultado de padrões alimentares e de atividade física ao longo da vida, além de fatores genéticos, estresse e outros determinantes.


De acordo com o Vigitel, a proporção de hipertensos é maior entre mulheres (27,2%) que entre homens (21,2%). A pesquisa também aponta que, quanto menor a escolaridade, mais casos da doença são diagnosticados. Entre os adultos com até oito anos de educação formal, 31,5% declaram que têm hipertensão. O porcentual cai para 16,8% se considerado o grupo de pessoas de nove a 11 anos de instrução.

SAIBA MAIS - HIPERTENSÃO
A pessoa é considerada hipertensa quando a pressão arterial é igual ou superior a 14 por 9. A doença é causada pelo aumento na contração das paredes das artérias para fazer o sangue circular pelo corpo. Esse movimento acaba sobrecarregando vários órgãos, como coração, rins e cérebro. Se a hipertensão não for tratada, algumas das complicações são: entupimento de artérias, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e infarto.

Confira a apresentação sobre hipertensão

Fonte: www.portal.saude.gov.br

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