26 de abril de 2010

Os benefícios da drenagem linfática na gestação

A gravidez é um momento muito especial para a mulher, que representa a geração de uma vida, uma semente para o futuro e a continuação da árvore familiar. São meses que misturam sensações diferentes como a ansiedade pela criança que virá ao mundo e preocupações relacionadas à saúde da mamãe e do bebê. É um período marcado por mudanças físicas e sistemáticas no corpo da mulher.

Durante a gestação há um aumento na produção hormonal, responsável por várias modificações estruturais e musculares. Alguns dos hormônios essenciais na gravidez são responsáveis pela tendência de reabsorver sódio causando a retenção de líquido na gestante, principalmente nas mãos, pés e pernas.

A fisioterapeuta da Clínica Reichmann, Fabíola K. Jung, explica que a drenagem linfática é o tratamento estético mais indicado para a gestante, a partir do terceiro mês de gestação. É uma massagem suave e lenta, que ajuda a reduzir a retenção de líquido e diminuir os inchaços comuns da gravidez, que aparecem principalmente no primeiro e no último trimestre.drenagem_linfatica

“A drenagem linfática trata as complicações decorrentes da gestação, auxiliando no alívio de problemas circulatórios e musculares, bem como de outros problemas relacionados às mudanças hormonais, tais como enxaqueca, insônia, constipação intestinal e cansaço, além de proporcionar relaxamento à gestante”, argumenta Fabíola.

A técnica estimula a circulação venosa e linfática, reduzindo a retenção de líquido e diminuindo os inchaços típicos da gravidez, além de estimular a lactação e a dessensibilização das mamas, preparando-as para a amamentação; previne e combate às varizes e sensação de pernas cansadas, combate à celulite e às estrias; alivia tensões e reduz dores musculares. Além disso, a fisioterapeuta explica também que durante o tratamento, as grávidas passam a se conhecer mais e aceitam melhor a nova identidade corporal. Desta forma, a mulher passa a ter aumento do bem-estar emocional, fortalecendo ainda mais o vínculo mãe-bebê.

A fisioterapeuta, alerta que a drenagem linfática é contraindicada para grávidas com hipertensão não controlada, insuficiência renal, trombose venosa profunda, infecções de pele e erupções cutâneas. “É importante ressaltar que a drenagem linfática deve ser feita por fisioterapeutas, pois a técnica mal executada pode estimular as contrações uterinas e causar até a precipitação do parto a partir do sexto mês de gestação. Podendo também comprometer a circulação e causar hematomas”, adverte Fabíola.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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25 de abril de 2010

Dá para não pensar tanto…sempre?

Dá para não pensar tanto, não pesar tanto, tanto quanto supostamente pesa e repensa e pensa?

Dá para simplesmente ouvir e sentir os acordes do corpo desde que eles não esbarrem em impedimentos outros que invalidem sua força?

Dá para ouvir o coração e deixar que ele aflore e se exponha e corra os riscos que toda a iniciativa comporta?

Dá para viver intensamente cada minuto, cada segundo, tendo uma noção clara de que nada, absolutamente nada do tempo pode ser recuperado? Dá para viver na consciência da finitude e sentir-se responsável por cada instante?

Dá para não prorrogar o desejo, quando ele pode ser realizado? Acaso existe algo que ao ser adiado não fica perdido? Pois há como congelar o tempo, deixá-lo em espera? O que deixou de ser vivido se foi!

Dá para simplesmente viver sem planejamento, sem tantas restrições e defesas e serenamente deixar-se levar pelas ondas do acalanto dos dias?

Dá para deixar-se amar? Dá para deixar-se arrebatar pelas emoções trancadas, pela palavra não dita, pelo desejo não explicitado?

Dá para viver sem tantas reservas? Por que guardar-se tanto? E restringir-se tanto e também conseqüentemente, em algum momento, lamentar-se tanto?

Dá para ousar ser feliz, de novo, pela primeira vez ou repetidas vezes, mesmo que finitamente?

Dá para chorar, rir, sonhar, tantas e tantas vezes quantas nos for permitido viver?

Dá para viver de verdade e não simplesmente existir?

O que é viver DE verdade, DA verdade, EM verdade?

Dá para dar um tempo nas mentiras que inventamos para nós mesmos, pensando que dessa forma nos safamos de ter que nos enfrentarmos em algum momento?

Dá para perdoar-se pelos crimes não cometidos?

Dá para abandonar o que nunca foi nosso?

Dá para despedir-se da pessoa que construímos somente na nossa cabeça?

Dá para sepultar a imagem inalcançável que por vezes fazemos de nós mesmos?

Dá para ser menos chato, e mais paciente? Dá para descansar mais e usar mais a própria inteligência? Dá? Dá para dar o abraço desejado, o aconchego sonhado?

Dá para cantar, dançar, caminhar, ler, descobrir as coisas gostosas de um determinado jeito de viver?

Dá para usufruir o que temos sem ficar instalado nos sonhos do que não temos?

Dá para sentir e viver mesmo o presente antes que ele morra para sempre no passado?

Dá para entender o futuro como uma caixa de surpresas que pode nos reservar coisas inusitadas?

Dá para curtir um novo dia como se estivéssemos nascendo pela primeira vez, posto que podemos nascer muitas vezes?nadar100

Dá para descobrir a dádiva de fazer valer o que somos?

Dá para ficar contente consigo mesmo, sem que precisem ser realizados grandes feitos? Dá?

Dá para concentrar-se na sensação gostosa do banho tomado, do descanso merecido, do vinho sorvido entre amigos, no papo gostoso, da espera ansiada rumo ao encontro?

Dá para se propor a desvendar novas aprendizagens? Dá para ampliar o próprio mundo e sentir a realização de que temos sempre um mundo interno e externo infinito, a ser desbravado?

Dá para ser menos covarde e reclamar menos depois?

Dá para virar a mesa quando é necessário?

Dá para considerar-se merecedor?

Dá para continuar tentando, mesmo quando tudo parece sem esperança?

Dá para lançar-se, sem reservas e simplesmente apostando tudo neste segundo, nesta experiência? Dá?

Por: Návia T. Pattussi - Psicanalista

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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11 de abril de 2010

O povo que é gente

Na Semana dos Povos Indígenas de 2010, de 18 a 24 de abril, o Conselho de Missão entre Índios (Comin) vai apresentar o mundo Kanamari do Amazonas, povo que se autodenomina de Tukuna, que significa “gente”.

Apesar da redução do seu território e a desorganização de suas instituições sociais provocadas pelo primeiro ciclo da borracha na Amazônia, a partir do século XIX, os Kanamari conseguiram sobreviver à forte dominação da empresa seringalista.

Ser índio Kanamari é “usar a própria língua, produzir a própria comida, realizar as festas e cantar no terreiro, cuidas e defender nossa terra, não abandonar nossos costumes, dividir o peixe e a caça”, explica o professor Pima Cleuzael Kanamari, da aldeira Flexal, do rio Xeruã, afluente do rio Juruá.kanamari

Os Kanamari têm conseguido manter a riqueza e a complexidade da sua língua, sua mitologia e rituais. O último censo realizado pela Fundação Nacional da Saúde (Funasa), em 2006, estimou a população dessa família indígena em 1.654 pessoas.

A maioria dos Kanamari vive nos tributários do alto-médio rio Juruá, no Estado do Amazonas. A sua cosmovisão é composta de três esferas: o céu (kodonake), morada dos espíritos e dos ancestrais, a aldeia e a floresta (itsunim).

O espírito da onça (Pida) permeia toda a vida do povo Kanamari e o pajé (tukunabauh) é figura importante na aldeia. Eles respeitam a natureza, pois entendem que árvores, rios e terra têm vida. “Nós, indígenas, podemos não conhecer muito de livros, mas sabemos respeitar a natureza, não poluímos ou destruímos a mata irresponsavelmente”, afirmam.

“Se poluirmos o ar, pegaremos doença que nós mesmos criamos. Nós, indígenas, precisamos do ar, por isso que o respeitamos”, admitem.

O Comin é órgão da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e a assessora, desde 1982, no trabalho com os povos indígenas. O Comin tem como princípio e compromisso apoiar as prioridades colocadas pelos povos e comunidades indígenas, respeitando o seu jeito de ser e a sua cultura.

Fonte: ALC

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