21 de março de 2010

O tema sustentabilidade vai além do ambiental

A sustentabilidade em uma organização, e até mesmo em um país, está relacionada, atualmente, somente a questão ambiental. Mas a nova realidade mundial não segue apenas este indicativo. Para o PhD Sérgio Trindade, co-laureado com o prêmio Nobel da Paz em 2007, que palestrou no Agrogestão sobre sustentabilidade e os riscos e oportunidades do agronegócio no mundo sustentável, o tempo é de mudanças nos conceitos.

Segundo Trindade, o agronegócio precisa ser pensado de forma sustentável assim como as empresas. No entanto o conceito deve contemplar três divisões: econômico, social e ambiental. “O agronegócio precisará satisfazer critérios de sustentabilidade para ter acesso aos mercados”, diz.

Os novos conceitos a serem contemplados precisam indicar se a parte econômica é rentável, o social precisa promover a cultura, educação e empregos melhor remunerados e o por fim o fator ambiental, onde a melhoria da qualidade local e do meio ambiente precisam ser considerados.SergioTrindade

Modelos que já são utilizados até mesmo em projetos de gestão de riscos, onde as empresas ou agricultores pensam quais são as dificuldades que podem inviabilizar a produção para antecipadamente pensar em alternativas estratégicas. “Agronegócio é desafio de criar novas alternativas de projetos e modelos de negócios”, afirma Trindade.

“As oportunidades de crescimento no agronegócio são grandes”, completa Trindade. Argumenta ainda que é preciso pensar a atividade levando em consideração a natureza do negócio, e posteriormente pensar as opções de planejamento. Tudo de forma sustentável, levando em consideração os níveis econômicos, sociais e ambientais.

O público jovem pode ser atraído pelo agronegócio quando começar a desenvolver políticas de sustentabilidade. A possibilidade poderá acontecer porque segundo o palestrante, o jovem é atraído por novidades e assuntos relacionados a responsabilidade social. “O jovem é sensível e preocupado com a causa. Se os preceitos de sustentabilidade acontecerem no agronegócio, acho que os jovens vão gostar mais da atividade,”completa.

“A matriz energética brasileira é peculiar, 50% é renovável e a outra metade não”. A informação pode ser comparada com a contribuição do país ao aquecimento da camada de ozônio, assunto polêmico e contraditório comentado por outros palestrantes. “A fonte de gases de efeito estufa são produzidos pela destruição da floresta Amazônica, conclui.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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20 de março de 2010

O Brasil será uma superpotência internacional

Há 10 anos o Brasil importava carne bovina para consumo interno e nos dias atuais reverteu a situação passando a ser exportador. Esta foi a afirmação do primeiro palestrante da tarde de terça-feira durante o Agrogestão 2010, evento realizado dias 16 e 17 de março no Centro de Cultura e Eventos Plinio Arlindo De Nes em Chapecó.

O ex-primeiro ministro da Nova Zelândia e ex-diretor geral da Organização Mundial do Comércio, Mike Moore também afirmou. “Quando vim para o Brasil há 25 anos ouvi que o país era a superpotência do futuro e também percebi que as pessoas brincam com isso. Essa brincadeira é mentirosa, porque o Brasil realmente tem força para ser uma superpotência e as negociações da Rodada de Doha vão auxiliar muito nisso”.MikeMoore

A questão principal do Brasil em discussão na Rodada de Doha é a exportação de produtos à base de algodão. Os Estados Unidos da América impõem medidas de subsídios aos produtores locais e o Governo brasileiro discute o corte destes subsídios. Segundo o palestrante, o Brasil deverá ter êxito nessa discussão.

Moore vem do movimento trabalhista sabe como é difícil trabalhar e alterar políticas de impostos, no entanto, a reforma foi realizada na Nova Zelândia e a situação mudou. Apenas 1% dos produtores faliram com as mudanças, mas esse número é baixo considerado o crescimento que o país obteve. “Junto com Hong Kong e Cingapura, somos o país mais aberto comercialmente e estamos entre os menos corruptos do mundo”, diz.

Para Moore os países mudam de acordo com as políticas institucionais que adotam, entre elas está a necessidade de estabelecer conduta ética e correta de gestão. Até mesmo as empresas, em um futuro próximo, serão questionadas sobre a origem da matéria-prima que utilizam. “A economia dos países faz as coisas parecerem verdadeiras, já a política faz com que elas se tornem más. As grandes empresas precisarão se certificar sobre os produtos que compram, pois o consumidor será cada vez mais exigente com as origens”, complementa Moore.

O palestrante aprova as atuais políticas do governo Brasileiro em relação ao Ministério da Agricultura. O tema foi levantado durante painel anterior, realizado no Agrogestão 2010, onde participou o Ministro Reinhold Stephanes. Para Moore, é importante trazer os produtores para as rodadas de discussão e negociação, pois se eles não participarem, outras entidades farão esse papel, mas sem saber o que realmente é importante para a classe.

O sistema de agricultura familiar também foi abordado pelo palestrante, que disse entender a gestão familiar como a organização de uma pequena empresa onde é preciso pensar a conduta e manutenção econômica. Uma das saídas é contratar pessoas em regime semi-integral.

A forma como o Brasil se organiza e cresce voltou a tona no final da palestra, quando Moore disse ter medo do futuro do país perante o mundo, referindo-se ao potencial que poderá alcançar. “Eu tenho medo do que vocês fizeram com a carne. Ou nós (governo da Nova Zelândia) usamos isso a nosso favor ou viramos o novo Uruguai”, conclui.

Texto e foto: MARCOS A. BEDIN

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16 de março de 2010

Osteopatia e o tratamento específico da dor

Aquela insuportável dor nas costas pode acabar em questão de minutos com um tratamento fisioterapêutico - a osteopatia, que trata a causa e não a conseqüência. “Nós vemos o paciente como um todo. Uma dor nas pernas, por exemplo, pode ser provocada por um problema no meio das costas”, explica o fisioterapeuta da Clínica Reichmann, Edson Bramati.

Bramati explica que com a técnica, o fisioterapeuta faz um bombeio manual e com isto aumenta o espaço entre as vértebras, recolocando-as no lugar. “O bombeio diminui a tensão entre ligamentos e vértebras e ajuda também a diminuir efeitos inflamatórios e edemas”, argumenta.dori150

A osteopatia se mostra eficaz em casos de hérnia de disco, dores nos ombros, dor cervical e dores lombares. Alcança excelentes resultados através da técnica de estalo das vértebras conhecida como thrusth, em casos de contratura muscular, e desenvolve tratamento preventivo para lesões do esforço repetitivo (LER) ou futuras lesões na coluna.

O fisioterapeuta afirma que a osteopatia evita a cirurgia de hérnia de disco, dependendo da gravidade do caso, do tamanho, do tipo e da extensão da lesão. Primeiramente, o paciente é avaliado. Há casos onde há indicação cirúrgica, feita após exames de ressonância magnética e testes osteopáticos afirma Bramati.

Uma sessão de osteopatia dura em média 50 minutos e o fisioterapeuta usa uma técnica específica para cada tecido (osso, ligamento, músculo e víscera). Uma crise aguda e recente pode ser aliviada imediatamente. É indicada para dores de pescoço causadas por estresse ou má postura. “Conscientizamos o paciente sobre os riscos da má postura, ensinamos a ele como se levantar da cama de manhã e alertamos sobre os males da ginástica mal orientada, da corrida pesada e até dos perigos para a coluna vertebral de andar a cavalo. O melhor esporte seria a natação ou a hidroginástica”, recomenda o osteopata.

“A maioria das queixas, cerca de 70% dos casos, é referente a dores na coluna vertebral”, diz Bramati. Os problemas mais freqüentes são torcicolos, dores na região cervical, lombalgias agudas e crônicas, dores ciáticas e hérnias de disco. “É preciso persistência para fazer os exercícios e evitar os vícios de postura”, finaliza Bramati.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

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