15 de março de 2010

A armadilha do gênero - Mulheres, violência e pobreza

A Anistia Internacional do Uruguai aproveita o mês dedicado às lutas das mulheres de todo o mundo para apresentar o relatório "A armadilha do gênero - Mulheres, violência e pobreza". O relatório foi divulgado no último dia 11 de março e, na oportunidade, foram discutidas as atividades realizadas nos seis anos da campanha "Não mais violência contra as mulheres" e divulgada a nova ação: "Exige Dignidade".

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Segundo informações do relatório "A armadilha do gênero", dados da Organização das Nações Unidas (ONU) revelam que mais de 70% das pessoas que vivem em situação de pobreza são mulheres. "Por que mais de dois terços das pessoas pobres do mundo são mulheres, se estas constituem somente a metade da população mundial?", questiona.

A resposta é encontrada no próprio relatório: discriminação. Segundo a Anistia, este é um dos principais fatores que explicam a pobreza feminina. "Em alguns países, a discriminação contra as mulheres impregna na legislação e, em outros, esta discriminação persiste apesar da adoção de leis de igualdade", afirma.

Isso pode ser constatado com uma simples comparação entre os benefícios que os homens e as mulheres recebem. De acordo com o estudo da Anistia, o acesso a recursos e meios de produção como terra, crédito e herança, por exemplo, não é igual para os dois sexos. Da mesma forma, em média, as mulheres recebem salários mais baixos e, muitas vezes, o trabalho nem sequer é remunerado. "As mulheres, com frequencia, trabalham em atividades informais, sem segurança de emprego nem proteção social. Ao mesmo tempo, seguem responsabilizando-as do cuidado da família e do lar", lembra.

Vale ressaltar que as mulheres não sofrem apenas com pobreza e discriminação. Segundo o documento da Anistia, elas ainda são as mais afetadas pela violência, pela degradação do meio ambiente, pelas enfermidades e até mesmo pelos conflitos armados.

De acordo com a organização, apesar de algumas conquistas e avanços nas garantias de direitos das mulheres - por exemplo, o reconhecimento de que os direitos delas são direitos humanos -, ainda há muito que ser feito. Para Anistia, o reconhecimento dos direitos das mulheres apenas melhorou a vida de algumas. Por conta disso, considera que os Estados e as instituições internacionais devem ter mais vontade política para garantir tais direitos e para assegurar a igualdade.

Além disso, a organização acredita que as demandas das mulheres precisam ser ouvidas e respeitadas. "A voz das mulheres deve ser escutada. Suas contribuições devem ser reconhecidas e alentadas. A participação ativa das pessoas que se veem afetadas é um elemento essencial de qualquer estratégia de luta contra a pobreza", afirma.

O relatório "A armadilha do gênero" completo está disponível em:http://www.amnesty.org/ar/library/asset/ACT77/009/2009/ar/b2f94dc6-69e2-4c83-9310-c892bdd03c8c/act770092009spa.pdf

Fonte: www.revistaforum.com.br

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Economizar água é fundamental

Em tempos que se fala de crise no abastecimento de água, economia é a palavra de ordem. Além disso, a escassez de água no planeta não é novidade para ninguém. De toda a água existente, cerca de 3% é doce, o que não se mostra suficiente para toda a população mundial. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), para impedir problemas com a falta de água nos próximos 15 anos, será necessário um investimento de R$ 27,7 bilhões em produção, tratamento, fornecimento de águas e tratamento de esgotos.

A orientação da OMS, é que cada pessoa gaste 40 litros de água por dia, no entanto, no Brasil se gasta cerca de cinco vezes mais água do que o necessário. O consumo é de cerca de 200 litros por dia por pessoa.

Preocupado com essa situação, o presidente do Sindicato do Mercado Imobiliário Secovi/Oaguaeste, Paulo Jorge Lise, orienta que os moradores de condomínios façam a sua parte para evitar o desperdício de água. “Algumas mudanças de hábito, como a reutilização da água, e conscientização podem fazer toda a diferença”, afirma.

Para economizar àgua, Lise sugere a diminuição do tempo no banho, fechar a torneira quando não for necessário, ao escovar os dentes e fazer a barba, não lavar calçadas com a mangueira ligada, da preferência aderir ao uso de baldes, usar a lavadora de roupas somente quando houver roupa suficiente para utilizar a capacidade máxima da máquina e corrigir os vazamentos no imóvel. “Os grandes vilões do desperdício de água são os vazamentos escondidos, por isso a manutenção é fundamental para garantir a economia” alerta.

Lise cita como exemplo o Japão que têm adotado programas de conscientização e medidas específicas para diminuir o desperdício de água. Os orientais aproveitam à água depois de tratada em processos industriais. A água que vem dos ralos do Box ou das banheiras também pode seguir por um cano até chegar a um pequeno reservatório e assim reabastecer os vasos sanitários de condomínios, hotéis, hospitais, clínicas etc.

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

mb@mbcomunicacao.com.br

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14 de março de 2010

A mídia é masculina

Em comparação aos homens, mulheres continuam sub-representadas na cobertura de notícias. Dos atores sociais entrevistados pela mídia, que aparecem na TV, que se manifestam no rádio ou nos jornais, 24% são mulheres e apenas 16% das notícias estão focadas especificamente em mulheres.

Os dados, ainda preliminares, são do Projeto de Monitoramento Global da Mídia 2010, e foram apresentados, no dia 2 de março, em painel de debate na 54ª Sessão da Comissão das Nações Unidas sobre o Estatuto da Mulher, em Nova Iorque. O Monitoramento é um programa da Associação Mundial para a Comunicação Cristã (WACC, a sigla em inglês) e foi realizado no dia 10 de novembro do ano passado.midia

Nesse dia, voluntários e voluntárias – comunicadores/as, jornalistas, estudantes, mestres, ativistas dos movimentos sociais - acompanharam, nas 24 horas, a emissão de notícias por emissoras de rádio, de televisão, de jornais, em 130 países. Os dados ontem divulgados foram construídos sob uma mostra de 42 países da África, Ásia, América Latina, Caribe, Ilhas do Pacífico e Europa, e representam 6.902 notícias, nas quais apareceram 14.044 entrevistados e entrevistadas.

Quase a metade das notícias – 48% - reforçam os estereótipos de gênero e apenas 8% os questionam, constatou o Monitoramento. Matérias realizadas por repórteres mulheres dão mais espaço a mulheres nas entrevistas, em comparação a matérias de repórteres homens.

“Parece que os meios de comunicação servem aos interesses masculinos. A atenção às mulheres é insignificante, mesmo quando a população feminina é superior ao de homens num país”, avaliou o secretário da Central União Africana de Jornalistas, Edouard Adzotsa, de Brazzaville, Congo.

O Projeto de Monitoramento da Mídia é coordenado pela WACC, que tem sede em Toronto, no Canadá, e conta com a colaboração para a tarefa das organizações Media Monitoring África, da África do Sul, e da Gender Link, respaldada, financeiramente, pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem). O relatório final será divulgado em setembro.

Fonte: ALC

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