16 de outubro de 2009

Oktoberfest 2009: mais de 550 mil festeiros, Bierwagen e workshop gastronômico

A 26ª Oktoberfest – que ocorre até domingo, dia 18 – já registrou um público de 558.554 mil pessoas até a última quarta-feira, 14. Os festeiros que estiveram presentes na Oktober consumiram cerca 335 mil litros de chope.

Uma das atrações durante a Oktoberfest em Blumenau é o bierwagen, carro da cerveja, que circula pelas ruas da cidade distribuindo chope.

No próximo sábado, dia 17, a partir das 15h, o cervejólogo Ronaldo Morado estará em Blumenau para participar do workshop gastronômico promovido pela 26ª Oktoberfest. A atividade será realizada na Oktoberplatz Hercílio Luz, no espaço Cine Brahma Chopp Museu da Cerveja. Na ocasião, o especialista e criador da Larousse da Cerveja falará sobre a harmonização da bebida com a culinária alemã.

Os pratos escolhidos para o workshopshop são o kassler, costela de porco acompanhada por salsicha branca e vermelha, purê e chucrute; Marreco Recheado, acompanhado por repolho roxo, arroz e purê de maçã e como sobremesa o Apfelstrudel, doce de maçã com massa folhada.

As receitas serão oferecidas pelo Restaurant Park Blumenau. Após a palestra, haverá degustação de pratos típicos harmonizados com as cervejas Stella Artois, Franziskanner Hefe-Weissbier e Leffe Blond, importadas pela Ambev. No final do vento, será entregue aos participantes uma pasta com material sobre o workshop.

Fonte: Acessoria de Imprensa da PMB

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15 de outubro de 2009

Conheça os sintomas da síndrome do impacto

A síndrome do impacto é comum tanto em atletas jovens como em pessoas de meia idade.

“A síndrome do impacto é uma das causas mais comuns de dores no ombro em adultos”. A afirmação é do médico ortopedista, Joaquim Reichmann, da Clínica Reichmann de Chapecó, especializada em ortopedia e traumatologia, cirurgia do joelho, ombro, quadril e traumatologia dos esportes. O médico explica que a síndrome é conseqüência de uma pressão na musculatura do ombro (manguito rotador) exercida por parte da escápula quando o braço é elevado.

O manguito rotador é formado por quatro músculos – o supraespinhoso, o infraespinhoso, o subescapular e o redondo menor. Estes músculos cobrem a cabeça do úmero e trabalham em conjunto para elevar e girar o braço.

O acrômio é a borda frontal da escápula, posicionado acima e na frente da cabeça do úmero. Quando o braço é elevado, ocorre um impacto entre o acrômio e os tendões do manguito rotador, o que pode causar dor e limitação de movimentos. “A dor pode ser causada por uma inflamação da bursa (bursite) que cobre o manguito rotador ou uma tendinite do próprio manguito”, salienta Reichmann. Algumas vezes, uma ruptura parcial do manguito pode ser a causa da dor.

Segundo Reichmann, a síndrome do impacto é comum tanto em atletas jovens como em pessoas de meia idade. Atletas jovens que praticam tênis, natação e basquetebol estão mais propensos a desenvolverem a síndrome, mas a dor também pode ser resultado de um pequeno trauma ou até mesmo sem causa aparente.

Os sintomas iniciais geralmente são mais leves, fazendo com que o paciente não procure tratamento nas fases iniciais. Portanto, a recomendação do médico é que as pessoas estejam atentas às dores leves que estão presentes tanto na atividade quanto no repouso. Além disso, a síndrome do impacto normalmente causa dor e inchaço na parte frontal do ombro, pode haver dor e rigidez na elevação do braço e dor ao abaixar o braço após ter sido elevado.

Outros sintomas como dor à noite, perda de força e de movimentos e dificuldade de colocar o braço atrás do corpo para vestir-se surgem com a evolução do quadro. Em casos avançados, a perda de movimento pode progredir para um “ombro congelado” e nas bursites agudas, as dores ficam mais intensas, tornando os movimentos limitados e doloridos.

Para realizar diagnóstico, são avaliados os sintomas e o exame físico do ombro. Também pode ser necessária a realização de um raio-X ou outros exames, como a ressonância magnética (RM), por exemplo.

Reichmann revela que no tratamento inicial é recomendado repouso e que o paciente evite exercícios com os braços elevados. Normalmente são preescritos antiinflamatórios e exercícios de alongamentos para melhorar a mobilidade em ombros rígidos. Alguns pacientes se beneficiam com a infiltração de corticóide com anestésicos locais ou uma reabilitação através de fisioterapia.

Quando o tratamento conservador não alivia a dor, pode ser recomendado o tratamento cirúrgico. O objetivo é remover o impacto, criando mais espaço para o manguito rotador. A cirurgia permite que a cabeça do úmero se movimente livremente, permitindo a elevação do braço sem dor. A cirurgia mais comum é a descompressão subacromial, ou acromioplastia anterior, que pode ser realizada por via aberta ou via artroscópica.

Fonte: Marcos A. Bedin
MB Comunicação Assessoria de Imprensa
(49) 3323-4244, (49) 9967-4244
mb@mbcomunicacao.com.br

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14 de outubro de 2009

Entrevista: Marina Lessa Mansur Pontes e as mulheres nas cooperativas

As cooperativas no universo feminino. Encontro discute papel e atribuições das mulheres nas cooperativistas.

A Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) promove nestas quinta e sexta-feiras (15 e 16 de outubro) o 8o Encontro Estadual de Mulheres Cooperativistas, no CentroSul, em Florianópolis. O encontro reunirá 700 mulheres ligadas a todos os ramos do cooperativismo catarinense para a discussão de temas da atualidade e terá patrocínio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/SC).

À frente da organização do evento está a gerente de recursos humanos da Cooperativa Regional Agropecuária Vale do Itajaí (Cravil), Marina Lessa Mansur Pontes, que disserta, nesta entrevista, sobre a evolução promovida pelas mulheres inseridas direta ou indiretamente nas cooperativas.marina_2

As cooperativas fazem parte do universo feminino?

Marina – Eu diria que hoje é o universo feminino que está inserido no contexto das cooperativas. Já avançamos o tempo onde se falava sobre a urgência da inserção da mulher no sistema cooperativo. A prática já registra uma participação efetiva e coerente. Há que se respeitar neste contexto, o ritmo em que esta participação ocorre e em que níveis ela acontece, porque existe um aprendizado e um crescer constante. A mulher está, dia a dia após dia, se capacitando para tal.

As cooperativas estão, realmente, abrindo espaços para as mulheres? Quais os números atuais da participação delas nas cooperativas?

Marina – Considero importante destacar a qualidade desta participação e da contribuição da mulher no processo de gestão da sociedade e das instituições nas quais ela está inserida e não o número de mulheres. Não gosto de tratar participação por quotas mas por conquistas. No entanto, na última década é significativo o número de mulheres que se habilitaram e disputaram vagas nos Conselhos de Administração das Cooperativas, nos quadros de lideranças e muito mais ainda, nos quadros funcionais de gestão de cooperativas. A presença da mulher no processo de gestão e decisão impõe uma característica mais holística. Por ser mais criativa e detalhista que o homem, a mulher consegue trazer para o centro da discussão possibilidades que em geral passariam despercebidas. Alguém ainda duvida do sexto sentido feminino? Certa vez eu li que esta é a comunicação direta da mulher com Deus! Alguns podem até pensar: Assim é muito fácil...

Quais os efeitos desse fenômeno na qualidade de vida das mulheres e na composição familiar?

Marina – A mulher cumpre seu papel de ser mãe, esposa, amiga, e certamente ainda consegue ser mulher a maior parte do tempo. Luiz Fernando Veríssimo afirma em um dos seus poemas que “as mulheres nascem com muitas incumbências e uma delas é ser mãe! E preparam, literalmente, gente dentro de si. Será que Deus confiaria tamanha responsabilidade a um reles mortal? E não satisfeitas em gerar a vida, elas insistem em ensinar a vivê-la, de forma íntegra, oferecendo amor incondicional e disponibilidade integral.” Diante disso, os efeitos sobre a qualidade de vida das mulheres e por extensão de sua família, tem sido extremamente positivos, porque ela atua como agregadora e multiplicadora de emoções e, estando ela bem, consegue carrear esse efeito para a sua família e sua comunidade. Capacitar as mulheres produz um efeito multiplicador na produtividade, eficiência e crescimento econômico sustentável.

O que contribuiu para essa virada no cooperativismo?

Marina – A Aliança Cooperativa Internacional, que tem como missão básica unir, representar, fortalecer e atender às cooperativas do mundo inteiro, em sua política de gênero afirma que as cooperativas tornar-se-ão mais fortes economicamente e mais influentes politicamente se mais mulheres forem ativamente envolvidas. Apesar de muitas dificuldades, a vocação de igualdade, característica do cooperativismo, continua sendo reconhecida e enaltecida internacionalmente.

O Cooperativismo Catarinense há mais de duas décadas vem incentivando, propiciando e abrindo portas para a participação feminina. O que estamos fazendo nas cooperativas é fortalecer estas ações e fortalecer a presença da mulher através de informação e formação.

Como ocorre esse processo nas cooperativas agropecuárias, as mais poderosas do cooperativismo de Santa Catarina?

Marina – No cooperativismo agropecuário creio que a participação da mulher acontece de forma mais espontânea, porque este segmento sempre teve uma ação muito forte junto a família, em programas de assistência técnica e de fomentos ou através de programas sociais e educativos com mulheres, jovens, crianças e lideranças. O fato do cooperativismo agropecuário ter um vínculo maior com a família e com o trabalho da propriedade, se tornou quase que pioneiro nesse trajetória da mulher, mas que hoje, de forma muito acentuada, se observa em vários segmentos do cooperativismo. Daí se afirmar o que já dissemos anteriormente: o universo feminino já está inserido no contexto do cooperativismo, numa trajetória sem retorno, apenas avanço e crescimento.

Qual é o papel do Encontro estadual de mulheres cooperativistas?

Marina – O Encontro Estadual é uma conquista da mulher cooperativa. Trata-se de um grande exemplo de iniciativa das mulheres cooperativistas, com o fim maior de promover a integração e a troca de experiência entre mulheres de diversas regiões do Estado. Nesses encontros os principais destaques temáticos se concentraram na análise do papel das mulheres no movimento cooperativo, a sua visibilidade, seu compromisso e o despertar para uma busca constante de qualidade de vida.

Através dos Encontros procura-se propagar o entendimento, também aceito pela ACI, de que investir nas mulheres é, não somente, socialmente responsável e economicamente valioso, mas, também, uma necessidade para as organizações cooperativas que desejam aumentar suas habilidades criativas e inovadoras, recursos essenciais para competir no mercado global.

Texto e Foto: Marcos A. Bedin
MB Comunicação Assessoria de Imprensa
(49) 3323-4244, (49) 9967-4244
mb@mbcomunicacao.com.br

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