9 de março de 2009

Escreva uma carta e ganhe um notebook

Os Correios recebem, até 31 de março, inscrições para o 38º Concurso Internacional de Redação de Cartas, aberto a escolas das redes pública e privada de ensino. O tema do concurso este ano é “Escreva uma carta a alguém para explicar-lhe como condições de trabalho decentes podem levar a uma vida melhor”. Podem participar estudantes de 9 a 15 anos de idade, após passar por uma seleção interna na escola. Cada escola pode inscrever no máximo duas redações.

O concurso é promovido pela União Postal Universal (UPU), sediada em Berna, na Suíça, e envolve mais de 190 países. O objetivo é desenvolver a habilidade de composição dos jovens, contribuir para o estreitamento das relações de amizade internacionais e aprimorar a comunicação por meio da escrita.

No Brasil são realizadas duas fases: estadual e nacional. Na estadual são premiadas as três melhores redações de cada Diretoria Regional dos Correios. O primeiro colocado dessa fase ganhará um certificado e um DVD player portátil com tela LCD. Já o segundo e o terceiro colocados receberão, além do certificado, um aparelho de som portátil com CD, MP3 e rádio AM/FM, cada.

Na fase nacional, realizada em Brasília, é escolhida apenas uma carta, que irá representar o Brasil na fase internacional, realizada em Berna, na Suíça. Nessa fase, o autor da melhor redação ganhará um notebook, troféu e certificado.

Tanto na fase estadual como na nacional, os prêmios serão concedidos aos alunos vencedores e às suas escolas. Já os três primeiros colocados da fase internacional receberão medalhas de ouro, prata e bronze, cunhadas pela Secretaria Internacional, e terão o nome publicado na revista da União Postal Universal (UPU).

Em 2008, o vencedor do Concurso Internacional de Redação de Cartas foi Moïse Luther Hoza, um jovem de 15 anos da República Centro-Africana.

O Brasil já recebeu medalha de ouro nos anos de 1972, 1988 e 2007. Atualmente, é o segundo país no ranking mundial, ficando atrás apenas da China, que já obteve o título por quatro vezes.

O regulamento completo do concurso está disponível na página dos Correios na internet: www.correios.com.br , em Institucional / Conheça os Correios / Ações Culturais.

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8 de março de 2009

O primeiro acidente automobilístico e as primeiras leis de trânsito no Brasil

Se José do Patrocínio, com seu veículo movido a vapor, não foi rigorosamente o introdutor do automóvel na então capital brasileira, Rio de Janeiro, um colega seu do mundo das letras teve um curioso papel pioneiro nessa fabulosa novidade do século XX. Olavo Bilac, que acompanhava invejoso os estridentes passeios do amigo pelas ruas esburacadas do Rio, resolveu aprender a difícil arte de dirigir. Numa das lições ministradas por Patrocínio, o poeta levou a engenhoca de encontro a uma árvore na Estrada Velha da Tijuca, destruindo o carro. Patrocínio ficou absolutamente desconsolado, mas Bilac, ao contrário, passou a gabar-se de ser o precursor dos acidentes automobilísticos no Brasil.

Logo surgiram leis regulamentando o uso do automóvel, em 1900, o prefeito Antônio Prado, de São Paulo, instituía o pagamento de uma taxa para este veículo, como já era feito com os tílburis e outros meios de transporte. Em 1903, tornou-se obrigatória a inspeção dos automóveis pela Prefeitura, que lhes fornecia uma placa com o número da matrícula, a ser afixada obrigatoriamente na parte posterior do veículo. A velocidade também foi regulamentada, nos lugares estreitos ou onde havia acumulação de pessoas, não poderia ser maior do que o passo de um homem e em caso algum poderá ser maior do que 30 km por hora. Em 1904, criou-se o exame para motoristas, sendo a primeira carta de habilitação de São Paulo entregue a Menotti Falchi, dono da Fábrica de Chocolates Falchi.

Fonte de pesquisa: Nosso Século-São Paulo; Abril Cultural, 1980.

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Uma crise sem precedentes na suinocultura brasileira

Excesso de produção, consumo em baixa e mercados mundiais recessivos geraram uma crise sem precedentes na suinocultura brasileira. O quadro é de dificuldades extremas para produtor e indústria, resumiu o presidente da Coopercentral Aurora, Mário Lanznaster. Esse conglomerado de natureza cooperativista processa 3,2 milhões de cabeças por ano e detém o maior volume de abate de Santa Catarina. O dirigente prevê que, até a superação da crise, prevista para o segundo semestre, será inevitável o desaparecimento de muitas pequenas agroindústrias e centenas de produtores rurais.

Lanznaster reclama uma ação mais eficaz dos ministérios da Agricultura, das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio exterior para abertura de novos mercados mundiais, numa ação mais agressiva e articulada com a indústria nacional. “Temos que imitar a diplomacia norte-americana que prioriza os negócios e promove a indústria nacional”, aconselha.

O presidente da Coopercentral expôs que os suinocultores integrados ao sistema agroindustrial estão tendo uma remuneração modesta, porém positiva, da ordem de 15 reais por animal. Esse produtor recebe da indústria os leitões, as rações e toda assistência técnica, contribuindo com mão-de-obra e instalações.

O problema está com os “independentes”, aqueles criadores que produzem por conta própria, sustentam todos os insumos e correm todos os riscos do mercado. Esses produtores estão amargando prejuízos da ordem de 70 reais a cada suíno que engordam – e não têm para quem vender. “A situação geral é de quebradeira para os independentes”, resume. As indústrias não têm espaço para abater os animais dos independentes.

O preço básico praticado pelos frigoríficos na compra de animais junto aos criadores é de 1,60 reais por quilograma de suíno vivo acrescido do adicional da tipificação que, em média, representa mais 8%, o que totaliza 1,73 reais por quilograma.

CUSTOS

Além do mercado, outro problema enfrentado pelos criadores foi o elevado custo do milho que permaneceu em tendência de alta durante todo ano de 2008, encarecendo a produção de suínos. “Os preços dos grãos estiveram em alta e os preços da carne em baixa, no ano passado, criando um desequilíbrio que ainda não foi recuperado para a pecuária”, assinala.

A situação impõe uma decisão: aumentar as vendas ou reduzir a produção. Mário Lanznaster defende a redução da produção, como está fazendo a cadeia produtiva do frango que, até final deste mês, terá diminuído em 20% o volume de incubação, alojamento e abate de aves. Reconhece, porém que isso não é fácil porque, ao contrário da avicultura, a cadeia da suinocultura não está sob controle das indústrias.

Por: Marcos A. Bedin
MB Comunicação
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