2 de outubro de 2010

Baden Powell um gênio do violão

Artista versátil, Baden Powell não fazia distinção entre o samba, a música clássica, as influências dos sons afro e do candomblé, do jazz e da bossa nova, demolindo a fronteira entre o erudito e o popular. Depois de estudar violão clássico durante muitos anos, Baden desenvolveu uma forma única de tocar, combinando elementos virtuosísticos com o suíngue e a harmonia da MPB, e explorando os limites do instrumento. Reconhecido mundialmente, Baden gravou mais de 40 discos no exterior.

Baden nasceu no distrito de Varre-e-Sai, interior do Rio de Janeiro. Seu pai, Lino de Aquino, era um entusiasta do escotismo e, por isso, batizou o filho com o nome do inglês fundador do movimento. Baden cresceu no bairro carioca de São Cristóvão ouvindo o pai violonista. Bem pequeno já tocava seu próprio violão, influenciado por Dilermando Reis e Garoto.

Aos 13 anos, Baden Powell ganhava dinheiro animando bailes com uma guitarra e fugia das aulas para tocar violão com seus amigos no Morro da Mangueira. Aos 15, travou contato com sambistas e foi trabalhar na Rádio Nacional. Um dos grandes passos na carreira que se iniciava foi seu ingresso no trio do pianista Ed Lincoln, tocando jazz na boate Plaza de Copacabana.

Na década de 50, Baden já compunha músicas como Samba Triste, em parceria com Billy Blanco. Em 1962 conheceu Vinicius, parceiro em clássicos como Berimbau, Samba em Prelúdio, Samba da Bênção e numa série de afro-sambas, como Canto de Xangô, Canto de Ossanha e Bocoxê. Nessa época, Baden começou a se tornar conhecido na França e na Alemanha, onde tocou várias vezes.


De volta ao Brasil, iniciou parceria com Paulo César Pinheiro, com quem compôs Samba do Perdão, Quaquaraquaquá, Aviso aos Navegantes (todas gravadas por Elis Regina), Sermão e Lapinha, vencedora da 1ª Bienal do Samba em 1969. No início da década de 90, Baden Powell passou quatro anos na Alemanha. Em 1994 lançou o disco Baden Powell do Rio à Paris.


Em julho daquele mesmo ano, apresentou-se na Sala Cecília Meireles, ao lado dos filhos Louis Marcel Powell, violonista, e Phillipe Baden Powell, pianista e tecladista, ambos nascidos na França. Um dos melhores instrumentistas do mundo e um dos mais expressivos compositores da Música Popular Brasileira, Baden Powell fez e fará sempre parte da nossa História.

Fonte: Livro 100 Brasileiros (2004)

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1 de outubro de 2010

Exposição reúne gigantes da era do gelo

Você já viu um tatu? Sabia que os antepassados desses graciosos bichinhos chegaram a ter o tamanho de um fusca? Essas e outras curiosidades podem ser conferidas, desde a última quinta-feira, 30, no Centro de Vivência do Campus da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) em Itajaí. A exposição “Gigantes do passado” reúne uma mostra paleontológica sobre os grandes mamíferos que viveram na América do Sul durante a chamada “Era do Gelo”.


Em destaque estão espécies encontradas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, incluindo as mais conhecidas e curiosas como tigres-dentes-de-sabre, preguiças-gigantes e o mastodonte (elefante primitivo). Ela conta com originais e réplicas de materiais coletados em pesquisas desenvolvidas por profissionais da Univali e parceiras. Juntos, o grupo já realizou a coleta de mais de 4 mil peças no sul do Rio Grande do Sul por meio de financiamento do Instituto Litoral Sul (ILS) e Instituto Cultural Soto Delatorre (ICSD).Era_do_gelo


“Queremos implementar o conhecimento sobre a megafauna sul-brasileira por meio do estudo sistemático e paleoecológico, além de gerar uma coleção científica de referência, da qual uma pequena amostra encontra-se exposta”, diz Jules Marcelo Rosa Soto, curador do Ecomuseu Univali (ECOU) e Museu Oceanográfico Univali (MOVI). Ele relata que, desde 1993, milhares de fósseis foram coletados formando uma das mais expressivas coleções do Pleistoceno da América do Sul.


Jules explica, ainda, que os fósseis contam a história da migração dos continentes, das mudanças climáticas, das extinções em massa e das modificações ocorridas na fauna e flora ao longo do tempo geológico: “São 3,8 bilhões de anos de história da vida na Terra que só podem ser conhecidos por meios dos restos de animais e vegetais ou evidências de suas atividades que ficaram preservados nas rochas. É isso que torna a paleontologia tão encantadora”, descreve o pesquisador.


A exposição ficará montada no Campus Itajaí por tempo indeterminado. Ela está aberta para visitação de segunda a sexta-feira das 8h00 às 22h30. Agendamentos de grupos escolares podem ser feitos pelo: (47) 3261-1287.

Fonte: Wagner Jose Mezoni/Univali

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30 de setembro de 2010

Marejada 2010: A maior festa portuguesa e do pescado do Brasil

O conhecimento gastronômico passado pelos primeiros imigrantes portugueses que pisaram nas terras Catarina, em meados do século 17, se revela ao país todos os anos, no mês de outubro. É, quando acontece a Marejada, a maior festa Portuguesa e do Pescado do Brasil. Durante 10 dias, a cidade de Itajaí, transforma-se.

A culinária luso-açoriana, juntamente com a música e dança deste povo, volta às suas origens.O bolinho de bacalhau, a casquinha de siri e a sardinha na brasa são preparados com a simplicidade e o tempero utilizados há quase dois séculos. Em 1986, surgiu a idéia de criar uma festa para reverenciar, revitalizar os costumes e tradições luso-açorianas – base da colonização de Itajaí - e dar mais uma opção aos visitantes da Oktoberfest. Marejada

Nascia, nesta época, a Marejada, uma festa que se propunha a entreter e oferecer cultura ao povo da cidade e aos seus visitantes. Hoje, passados 22 anos, a Marejada atrai cerca de 200 mil visitantes a cada edição e já conquistou a característica de maior do Brasil, em variedade gastronômica e artística.

São mais de 600 atrações, incluindo apresentações de bandas locais e nacionais, artesanato, feira comercial, mostra de serviços e negócios de Itajaí, atividades infantis e grupos folclóricos. Realizada no Pavilhão da Marejada, uma área de 36 mil metros quadrados, a festa é distribuída em pavilhões, palcos culturais, restaurantes e parque de diversões. Destaque para a Tasca Portuguesa, um restaurante típico que todas as noites apresenta cantores a entoar fados e cantigas açorianas. A culinária da Tasca – bem como de toda festa – não deixa a desejar, com seus pratos elaborados conforme as receitas tradicionais dos Açores.

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