4 de novembro de 2010

Formas de bem-viver!

Sinto arrepios quando vejo livros de auto-ajuda, apesar de respeitar o gosto de quem opta por isso, pois por momentos, nem que sejam efêmeros, dão uma injeção de ânimo em quem está passando por uma fase difícil. Depois...tudo bem....como de praxe, tudo volta a ser como tem sido, pois se não vamos às causas dos problemas a tendência é eles retornarem de alguma forma, umas conhecidas e outras aparentemente novas, mas no fundo é tudo a mesma coisa.

É evidente que tudo o que não é resolvido, insiste, escapa, retorna. A vida diária nos mostra isso. Quando deixamos pendências elas nos atrapalham, embolam o meio de campo, tiram a nossa tranqüilidade. Se o computador estraga, por exemplo, enquanto não tomamos uma atitude, fica lá ele interferindo na nossa vida, pois ficamos impedidos de usá-lo. Nos negócios e relacionamentos é a mesma coisa. O que não é resolvido, em função disso, se faz mais presente do que nunca, mesmo que o sujeito queira negar a situação. O que não é verbalizado manifesta-se através do ato. Verifica-se isso, muitas vezes, em setores nas empresas onde ocorrem frequentes quebras de objetos, acidentes, etc. Ações de aparente casualidade, que de acaso geralmente não tem nada.flor

É possível pensarmos que há um determinismo, razões, para muitas ações ou fatos, por mais que muitas vezes não tenhamos consciência disso. Geralmente são sentimentos de apego, não importa se manifestados através do amor ou do ódio. Pois quem indefinidamente odeia alguém é por que de alguma forma essa pessoa continua tendo importância para o sujeito. O ódio é o amor pelas avessas, uma vez que o contrário do amor é a indiferença, o desligamento. Ódio e amor que se mantém, são vínculos que permanecem e manifestam-se através de ressentimentos, mágoas, saudades, ternura ou paixão.

A resolução de uma situação implica tomada de posições, caso contrário, o que temos são pendências. Aliado a isso, voltando ao assunto do inicio do artigo, lembrei-me novamente de Aristóteles, no livro “Ética a Nicômaco”, quando ele analisa como as pessoas devem agir para bem viver. Apesar de escrito nos anos 300 a.C, sua obra tem repercussões nos valores da sociedade ocidental e suas diversas formas de funcionamento como as noções de política, justiça, amizade.

Vou tentar resumir alguns pontos que me chamam mais atenção quanto ao que ele considera que sejam formas de bem viver. Aparentemente parece auto-ajuda, mas a diferença que vejo é que em todas as suas colocações ele coloca em primeiro plano a responsabilidade que o sujeito tem em relação às suas escolhas e no que isso pode interferir na construção do seu futuro. Vai lá, então, a minha interpretação:

- A vivência de momentos felizes não é uma obra do acaso, mas sim, algo que pode ser construído por cada um. Não adianta ficar esperando que um grande amor aconteça para salvar o sujeito da desilusão, ou que de repente aconteça um “estalo” para que as coisas mudem. É necessário responsabilizar-se pelos rumos tomados e ir à luta.

- Estar na luta implica um esforço constante em ser virtuoso, isto é, ter equilíbrio nas ações, buscando descobrir a justa medida que não peque pelo excesso ou pela falta. Isso pode estar relacionado à alimentação, sede, sexo, afetos ou a manifestação dos sentidos de uma forma geral.

- Constantemente é necessário um esforço para educar a tendência que temos de nos deixarmos levar pelos extremos.

- Há que haver disciplina e muitas vezes método para alcançar alguns objetivos. Nas aprendizagens, por exemplo, isso é evidente.

- Ser feliz pode ter diversos significados, não existindo uma formula que se possa utilizar para todas as pessoas.

- O grau de satisfação de cada um tem o tom do tipo de vida que o sujeito leva. Quanto mais restrito é o seu mundo, menores são as probabilidades de alcançar diversas formas de realização. A alegria do boi pastando, por exemplo, pode ser considerada pobre para a condição humana, pois há a possibilidade de felicidade para além de uma barriga cheia. Condições mínimas de sobrevivência são básicas, para manter a dignidade humana, mas temos potencial para usufruir muito mais da vida e de nós mesmos.

Bem, a lista é maior ainda, mas por hoje fico por aqui.

Por: Návia T. Pattussi/Psicanalista/naviat@terra.com.br

Fonte: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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3 de novembro de 2010

Mulheres das cooperativas

Inicia nesta quinta-feira o 9º Encontro Estadual de Mulheres Cooperativistas de SC em Balneário Camboriú. Santa Catarina tem 1 milhão de pessoas associadas às cooperativas. Uma parcela de 30% desse público é constituída por mulheres. Consideradas as respectivas famílias, constata-se que a metade da população catarinense está ligada ao cooperativismo.

A atuação do público feminino nas sociedades de natureza cooperativista é a inspiração do 9o Encontro Estadual de Mulheres Cooperativistas que a Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) promove nesta quinta e sexta-feira (4 e 5) no centro de convenções do Sibara Flat Hotel, em Balneário Camboriú.

O encontro reunirá 700 mulheres ligadas a todos os ramos do cooperativismo catarinense para a discussão de temas da atualidade e terá patrocínio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop/SC).

O sistema Ocesc representa 12% do PIB estadual e é formado por 254 cooperativas de 12 ramos: agropecuário, consumo, crédito, educação, especial, habitação, infraestrutura, mineração, produção, saúde, trabalho e transporte. As cooperativas catarinenses empregam diretamente 32.000 pessoas e faturam 11,4 bilhões de reais por ano.

Nesse contexto cresce, a cada ano, a participação da mulher, tanto no quadro social quanto nos quadros de comando das cooperativas: na média 30% dos associados das cooperativas são mulheres.

As mulheres representam 43,88% dos associados das cooperativas de consumo, 36,45% das cooperativas de crédito, 37,17% do ramo educacional, 43,78% do especial, 47,95% do habitacional, 13,74% da infraestrutura, 58,96% das cooperativas de produção, 64,37% da saúde, 28,65% do ramo de trabalho, 6,10% do ramo agropecuário, 3,52% dos cooperados do ramo de transporte e 1% do ramo mineral.

O presidente do sistema Ocesc/Sescoop, Marcos Antônio Zordan, realça que “cresce a cada ano a participação das mulheres, não só no quadro social das cooperativas, mas também nos quadros de comando e liderança”.

A coordenadora do evento é Patrícia Gonçalves de Souza.

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A abertura solene do encontro de mulheres está prevista para as 8 horas da manhã de quinta-feira (dia 4), com a presença de autoridades. A primeira palestra será proferida às 9h30, pelo presidente do sistema Ocesc/Sescoop, Marcos Antonio Zordan, sobre as características do cooperativismo catarinense.

Às 10 horas haverá intervalo e, às 10h30, a especialista em gestão de pessoas Icledes Maria Matte palestrará sobre A mulher e o cooperativismo, suas conquistas e desafios. Icledes é especialista em desenvolvimento de lideranças e em gestão de sociedades cooperativas.

Às 12 horas será servido almoço.

Para o período da tarde está prevista a palestra A bela adormecida acordou: a trajetória das mulheres que passaram do século XX para o XXI, com a atriz, redatora e roteirista Bruna Gasgon. Bruna adota estilo teatral nas palestras e é autora dos livros O vendedor imbatível e Gigantes da liderança. Em seguida, as atividades serão encerradas. Às 20 horas haverá jantar festivo no restaurante Cristo Luz.

O Encontro de Mulheres será retomado às 8 horas da manhã do dia 5 com apresentação de case da Cooper, de Blumenau.

Na sequencia (às 08h45), o administrador José da Paz Cury prelecionará sobre Família, sintonia emocional e qualidade de vida. Cury é especialista em desenvolvimento organizacional com cursos na Columbia University, de Nova Iorque.

Está previsto intervalo às 10 horas e, às 10h30, entra em cena o médico Malcolm Montgomery para falar sobre Mulher, suas dores e seus amores. Montgomery, conhecido como “ginecologista das estrelas”, é autor de nove obras sobre mulher, saúde e comportamento.

O 9o Encontro Estadual de Mulheres Cooperativistas será encerrado às 12h30.

Por: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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2 de novembro de 2010

Dor no ombro? Pode ser o manguito rotador

Dor no ombro, fraqueza e perda da mobilidade são sintomas que podem levar ao diagnóstico de ruptura do manguito rotador. O alerta é do cirurgião de joelho e ombro Joaquim Reichmann, diretor da Clinica Reichmann de Chapecó, especializada em videoartroscopia de joelho e ombro, traumatologia desportiva e ortopedia e traumatologia.

O manguito rotador auxilia na elevação e na rotação do braço, além de funcionar como estabilizador da articulação do ombro. É formado por quatro músculos (subescapular, supra-espinhoso, infra-espinhoso e redondo menor) que cobrem a cabeça do úmero e têm grande importância na estabilização, na força e na mobilidade do ombro.

Conhecida como uma das causas mais comuns de dor e limitação funcional em ombros na idade adulta, a ruptura do manguito rotador ocorre com maior frequência no supra-espinhoso, mas outros tendões podem estar envolvidos. É mais comum em pessoas acima dos 40 anos de idade, no entanto, pode ocorrer em pessoas mais jovens devido a trauma agudo, trabalho repetitivo com os braços acima da cabeça ou atividade esportiva. Também podem surgir junto a outras lesões como fraturas e luxações.manguito

Reichmann explica que os sintomas de uma ruptura do manguito rotador podem ser agudos ou ter um início gradual. Dor aguda usualmente segue-se a um trauma como levantamento de peso ou queda sobre o braço, mas normalmente o início é gradual e pode ser causado por esforço repetitivo acima da cabeça ou por desgaste e degeneração do tendão.

Outro sintoma é a dor na frente do ombro que corre para baixo na parte lateral do braço, para o pescoço e escápula. Inicialmente, a dor pode ser leve e somente em atividades com os braços acima da cabeça. Com o tempo, a dor aparece até mesmo durante repouso. Pode haver dor ao deitar-se de lado e também à noite.

Podem surgir, ainda, rigidez e perda de movimentos do ombro afetado, dificuldade de realizar atividades diárias como pentear o cabelo e vestir-se. Quando a ruptura ocorre com uma lesão aguda, pode haver dor súbita, sensação de estalido e fraqueza imediata do braço.

O diagnóstico de uma ruptura do manguito rotador é baseado na historia clinica, nos sintomas, exame físico, raios-X, e estudos de imagem como o ultra-som e a artroressonância magnética (ARM). “Os tendões e os músculos são melhores avaliados pela ARM. A ARM tem especificidade e sensibilidade superiores a 90% para detecção das lesões tendinosas e atrofia dos músculos envolvidos”, afirma. Alguns dos sinais de uma ruptura do manguito rotador incluem: atrofia dos músculos do ombro, dor na elevação do braço, dor ao abaixar o braço após uma elevação completa, fraqueza ao elevar ou girar o braço, estalidos ou sensação de atrito quando mover o ombro em algumas posições.

TRATAMENTO – em algumas situações pode se optar pelo tratamento não cirúrgico, com alivio da dor e reforço com reequilibrio da musculatura do ombro. No caso de tratamento cirúrgico o “padrão ouro” é a vídeo artroscopia de ombro com varias vantagens sobre a cirurgia aberta. É realizada por pequenas perfurações chamadas de portais na qual se introduz uma mini câmara e com pinças e materiais especiais, faz-se o reparo da lesão. O procedimento pode ser feio em regime ambulatorial, não há necessidade de desinserção do músculo deltóide, a dor é menor no pos operatório, é possível iniciar-se a fisioterapia mais precoce.

Por: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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