18 de outubro de 2010

Semana do Empreendedor Individual

O Sebrae/SC promove em parceria com Prefeituras e entidades empresariais, de 18 a 23 de outubro, a Semana da Formalização do Empreendedor Individual (EI) em todo o Estado. Técnicos da instituição e contadores estarão orientando e formalizando gratuitamente os empreendedores informais que trabalham por conta própria e faturam até R$ 36 mil por ano (média de R$ 3 mil por mês). O objetivo é ampliar o número de formalizados e contribuir para a meta nacional de 1 milhão de registros no EI até dezembro.

A programação na região oeste envolve atendimento nos dias 18 e 19 no Sebrae de Pinhalzinho; dia 19, na Prefeitura Municipal de Seara; dia 20, na prefeitura municipal de Itá; dia 21, na prefeitura municipal de Alto Bela Vista e no Centro de Atendimento do Bairro Efapi em Chapecó; dia 22, na prefeitura municipal de São Lourenço do Oeste e na prefeitura municipal de Irani e durante toda a semana,haverá atendimento no Sebrae Chapecó, Sebrae Xanxerê e Sebrae de Concórdia.

EI

Empreendedor Individual é a figura jurídica em vigor desde julho de 2009 que possibilita a formalização de pessoas que exercem atividade econômica por conta própria, como chaveiros, encanadores, doceiras e costureiras, entre 442 outras atividades previstas. Atualmente, há mais de 570 mil empreendedores individuais em todo o país, parcela de um público aproximado de 11 milhões de brasileiros informais. A Semana da Formalização do Sebrae tem como objetivo fazer o registro no EI garantindo ao empreendedor informal vantagens e benefícios como a obtenção do CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) na hora do registro, acesso facilitado ao crédito, além do direito à aposentadoria, auxílio-doença, licença maternidade, e demais direitos previdenciários. Os informais que aderirem ao EI poderão participar de licitações e de compras governamentais, entre outras vantagens, pagando uma única taxa no valor de até R$ 62,10. O Empreendedor Individual ficará isento dos tributos federais (PIS, Cofins, IPI e CSLL).

Em Santa Catarina, a meta do Sebrae/SC é formalizar 25 mil empreendedores até o final do ano. Mais de 20 mil empreendedores do comércio, serviços e indústria já se registraram no Estado. O diretor técnico do Sebrae/SC, Anacleto Ortigara, explica que o Empreendedor Individual visa oportunizar aos empreendedores e trabalhadores atuar em atividade formal, ter direito aos benefícios previdenciários e acesso ao crédito. Por isso ele acredita que é preciso ampliar a informação e a sensibilização sobre o assunto. “Essa mobilização chamará muita atenção e a tendência é que ela continue repercutindo e resultando em novas formalizações”.

        SERVIÇO

O que: Semana da Formalização no Empreendedor Individual - atendimento individual do Sebrae/SC, Prefeituras, contadores, agentes de crédito e registro gratuito no EI.

Quando: de 18 a 23 de outubro

Onde: Sebrae da sua região

Mais informações – 0800 570 0800.

Por: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

mb@mbcomunicacao.com.br

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17 de outubro de 2010

Avanço no projeto da Ferrovia do frango

A publicação do edital para contratação do projeto técnico da futura ferrovia leste-oeste, conhecida como “Ferrovia do frango” e “Ferrovia da integração” – anunciada nesta semana pelo Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (DNIT) – representou uma forte injeção de otimismo nas classes produtoras e lideranças do grande oeste catarinense.

A ferrovia terá 700 quilômetros de extensão, ligando a fronteira Brasil/Argentina com o litoral, tendo nos dois extremos o porto marítimo de Itajaí e o porto seco de Dionísio Cerqueira. A obra está orçada em 1 bilhão 860 milhões de reais. O projeto técnico, em fase de licitação, definirá o traçado da estrada de ferro que cortará todo o território catarinense.

O presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Marcos Antônio Zordan, destacou que a ferrovia retirará milhares de caminhões das rodovias, reduzindo o impacto ambiental. Proporcionará redução de custos, beneficiando produtores rurais, indústrias e consumidores, além de facilitar a logística de operação dos portos. Lembrou que não apenas o frango e os produtos das agroindústrias, mas produtos in natura e a produção industrial serão transportados pela ferrovia. Zordan observou que na definição do traçado é essencial priorizar as zonas de concentração da produção em razão das soluções logísticas.ferrovia

O presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), Clever Pirola Ávila, prevê impacto positivo da ferrovia na redução dos custos de exportação dos produtos acabados. Observa que todo transporte está baseado em rodovias, as quais estão congestionadas em Santa Catarina. “A BR 282 e a BR 470 são gargalos pelo subdimensionamento, congestionamento, morosidade, etc, que propiciam consumo excessivo de combustíveis, muitos acidentes, custos altos e um impacto ambiental desnecessário”.

Ávila avalia que, atualmente, 27% da produção nacional  de aves poderia circular nessa ferrovia. Por isso, a ferrovia do frango é adequada para as soluções de todos os entraves, reduzindo custos e nos alinhando a competitividade necessária.

Para o presidente da Coopercentral Aurora, Mário Lanznaster, um dos maiores conglomerados agroindustriais do país, a ferrovia será a garantia de permanência das indústrias no oeste catarinense. O dirigente considera igualmente importante a construção da rodovia que ligará Chapecó ao Mato Grosso do Sul, incorporando o projeto da Ferroeste, do Paraná, ao qual já aderiu formalmente o governo catarinense. O centro-oeste fornece 1,5milhão de toneladas de milho para as agroindústrias catarinenses.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), João Carlos Stakonski, elegeu em seu plano de gestão a questão das ferrovias e festeja que “os empresários e a classe política se conscientizaram da importância dessa obra para a economia regional. Ela trará mais desenvolvimento ao oeste e mudará o perfil de nossa infraestrutura”.

Por: MARCOS A. BEDIN

MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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Caminhamos para uma catástrofe em câmara lenta

A humanidade caminha para uma catástrofe em câmara lenta, assistindo o planeta ser destruído por interesses de uma minoria rica e as soluções sendo empurradas com a barriga, alertou o economista e professor Ladislau Dowbor, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em palestra, dia 6, na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

O grande desafio, hoje, é como incorporar as ameaças planetárias no processo decisório, disse. É preciso resgatar o bom senso, defendeu, dando o exemplo do que vai para a lata do lixo na compra de um simples ovo de Páscoa: primeiro, o ovo vem enrolado num papel celofane, que vai fora, amarrado por um tope, que também vai fora. Além do celofane, o ovo vem enrolado, ainda, num papel laminado, que vai fora, e o produto fica assentado sobre um copo de plástico, que vai pro lixo.

A cada dia, o brasileiro joga no lixo um quilo de produtos, o que representa desperdício. Recorrendo a dados de 1998, Dowbor mostrou que por ano a humanidade gasta 6 bilhões de dólares em educação, 9 bilhões em água e serviços sanitários, 13 bilhões em saúde básica e nutrição. Duplique esses números por dois e chega-se, aproximadamente, aos gastos nessas áreas em 2010.meioamb200

Agora, o europeu deixa, por ano, 11 bilhões de dólares nas sorveterias, 12 bilhões nas lojas de perfume, 17 bilhões nas lojas de venda de produtos para animais e consome o equivalente a 105 bilhões de dólares em bebidas alcoólicas.

Já  o gasto em armamentos alcançou, em 2009, 1,5 trilhão de dólares. “Um real gasto em saneamento, deixa-se de gastar quatro reais em saúde”, comparou o professor da PUC. Quatro bilhões, dos sete bilhões da população humana, estão fora dos benefícios trazidos pela globalização, citou.

Uma política social distributiva não é aquela que tira dos ricos para dar aos pobres, mas a que aumenta o processo de geração de riqueza para todo o país. “Boas políticas sociais dinamizam a economia pela base”, afirmou.

Hoje, dos 60 trilhões de dólares do Produto Interno Bruto (PIB) do mundo, 83% vão para os ricos, 11,7% para a classe média e 1,4% resta para os 20% mais pobres do planeta. Dividido o PIB pelo total da população mundial – 7 bilhões de habitantes – cada família de quatro pessoas poderia receber uma renda mensal de 4 mil a 6 mil reais por mês.

Dowbor frisou, também, que o PIB é um parâmetro relativo, pois ele mede o consumo intermediário e não o resultado. Assim, a ação da Pastoral da Criança, que, com medidas simples como o soro caseiro (uma colher de sal misturado a duas colheres de açúcar), não contribui para o crescimento do PIB, pois não há consumo de medicamentos, que o PIB somaria.

“Uma sociedade funciona quando a população está organizada de forma a assegurar maior agilidade, transparência e dimensão às decisões públicas”, disse, reportando-se ao exemplo da Pastoral da Criança.

Ao contrario do que a mídia costuma publicar, o brasileiro não tem a maior carga tributária do mundo. O sueco paga 66% dos seus ganhos a título de imposto de renda. Mas ele participa de pelo menos quatro organizações comunitárias, que decidem o destino de 72% do orçamento do Estado.

Ladislau tem uma extensa ficha de consultoria, na área de assuntos políticos, econômicos e sociais para agências das Nações Unidas. Conheceu o capitalismo helvético e a pobreza de países africanos.

Fonte: ALC

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